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“Num mundo estreito, o Hugo é escritor. Ele escreve sobre o que vive. Poesia, disseram, era o seu defeito. Em sua obra o amor é o contexto. A vida é o próprio texto. Os poemas? Racionalmente dispostos, são só pretexto. O leitor, nesta relação, é efetivamente o sujeito. O sujeito de autoconstrução. Nada é perfeito. Assim entende e propõe: coletividade se faz é com variedade de sujeitos. Diversidade de respeito! A narrativa é aberta. O pensamento, que é feito lógico e positivo, mostra-se, desta forma, instrumental e afetivo. Aqui haverá de ser deste jeito. Torto, diferente, errático – por isso humano, assim: perfeito. A leitura, acredita, é o leito sobre o qual haverá de prosperar a construção da coletividade efetivamente cocriada, ainda que por omissão, por todo e cada leitor que se aproprie de seu papel: o de sujeito. Amor, repito, é o contexto. Todavia, aberto. Tudo depende da significação do seu jeito.”

Com este poema, o diretor executivo e cofundador de uma healthtech, o soteropolitano Hugo Porto apresenta seu segundo livro, “Amor, e eu com isso?”, em que a discussão da sociedade é ampliada – ou reduzida – a individualidades que formam, na intersubjetividade, a coletividade contemporânea.

Escritor e poeta soteropolitano Hugo Porto lança "Amor, e eu com isso?"
Escritor e poeta soteropolitano Hugo Porto lança “Amor, e eu com isso?”

Em “Amor, e eu com isso?”, Porto reúne, numa costura textual, alguns de seus poemas publicados no Instagram durante o período da pandemia, outros inéditos, e mensagens que sugerem ao leitor exercícios de racionalização e autoconhecimento, explorando a afetividade e a individualidade das pessoas, provocando e propondo perspectivas objetivas de compreensão da vida e das realidades possíveis, nos fluxos das relações humanas. Assim, ele poetiza para racionalizar.

Nesta edição especial, com 330 exemplares impressos e apenas 210 disponíveis para a venda, há três capas possíveis, duras, com três opções de cores diferentes e, em cada uma, duas cores diametralmente opostas que ilustram a leitura. Tem-se, aqui, a metáfora de valorização do leitor, através do empoderamento do seu direito de escolha da aparência do livro, como melhor lhe convier, em redução das escolhas ditadas pelo autor.

Escritor e poeta soteropolitano Hugo Porto lança "Amor, e eu com isso?"
Escritor e poeta soteropolitano Hugo Porto lança “Amor, e eu com isso?”

“Mais de uma capa, vários prefácios. Eu não fiz um livro para mim. Embora, com certeza, o tenha feito através de mim. Eu não seria bobo de perder a oportunidade de crescer. Crescer me lendo através de outros olhos. Crescer lendo outras visões, provenientes destes outros olhos. Crescer consciente de que minha escrita morre em mim. Nisto, cada leitor construirá a sua visão. Daí, assim, nada mais justo do que permitir que cada um escolha a capa que mais lhe agrade”, conta.

A pluralidade é reforçada nos prefácios: sete, de personalidades distintas, mas com algo em comum. Na obra estão homenageados e representados com suas respectivas hashtags, através dos “vazios aleatórios” (páginas em branco) que, no entanto, são parte da narrativa da obra. “Um livro aberto”.

Escritor e poeta soteropolitano Hugo Porto lança "Amor, e eu com isso?"
Escritor e poeta soteropolitano Hugo Porto lança “Amor, e eu com isso?”

Neto do escritor, poeta e membro da Academia Rio-Grandense de Letras, João Justiniano da Fonseca, Hugo Porto incita uma provocação ao leitor, propondo a reflexão, em sua introdução, sobre a consideração social de utilização de gênero neutro nos signos textuais. “A sugestão é que deixemos de enquadrar o coletivo como sendo masculino, assim, refletindo uma ética social mais diversa, como vetor da coletividade que acredita mais coerente”, diz.

Hugo não escreve no gênero neutro, ele pondera: “Pensar no gênero masculino como coletivo, em detrimento e diminuição do feminino, ou do que exista por entre este espectro de subjetividade, que vai de um polo ao outro, é manter sustentada a opressão que diminui o que não seja masculino. O que proponho é que pensemos na ressignificação das referências coletivas como sendo masculinas”, explica. No entanto, o autor considera que toda mudança social precisa ser tomada coletivamente: “Nós não estamos preparados, ainda, mesmo eu, pra isso. O que poderia ser um desserviço à obra. Tanto porque eu poderia errar, e acabar deixando o texto uma bagunça, como porque poderia haver ruído na comunicação (a leitura do leitor). Livro não é só o que o autor escreve, aliás, a escrita é virtual. A leitura, sim, é concreta”.

O livro foi projetado, desde a construção da narrativa ampla, o processo de escolha dos poemas, a disposição dos capítulos e tópicos em que se desenrolam a obra, passando pelo projeto gráfico e imagético – que pode trazer certa estranheza, porém, tudo ali tem um significado, seja na página toda preta ou nas que estão em branco, nos signos utilizados e na formatação e linguagem bastante conectadas à contemporaneidade, à internet. A internet é o meio em que se desenvolvem as experiências sociais e literárias do autor, inclusive, a ideia do próprio livro – uma existência subjetiva, tal como o texto.

Escritor e poeta soteropolitano Hugo Porto lança "Amor, e eu com isso?"
Escritor e poeta soteropolitano Hugo Porto lança “Amor, e eu com isso?”

Luna Leite, mulher trans, bacharel em Direito pelo Centro Universitário de Brasília, assessora jurídica do Tribunal Superior do Trabalho, que estuda para se tornar a primeira mulher trans a ocupar uma carreira jurídica de Estado, reforça: “Autorizar narrativas subjetivas dissidentes é um trabalho político e de amor. Hugo nos provoca a ressignificar e sempre duvidar dos nossos sentidos, conceitos, para poder avançar.”

Diretor presidente do Instituto Innovare, Sérgio Rabello Tamm Renault se refere a Porto como um poeta 24h: “Isso mesmo, são poemas de amor. Sem pieguice. O verdadeiro amor pelas palavras, pelas pessoas, pelos valores, pela vida…”.

“Um livro escrito em 30 dias em mim, levou um tempo maior para ser lido, um tempo meu, para ser degustado, usufruído, porção por porção, com o tempo de cada mastigação, de cada sabor, do reconhecimento dos temperos…”, é como a psicóloga Danielle Nunes vê
a obra.

Licenciado em Letras Vernáculas e Mestrado em Língua e Cultura pela UFBA, é professor substituto de literatura do IFBA, certificado no ensino de língua inglesa pela University of Cambridge, Mauricio Souza Neto, resume: “O que se descortina diante de seus olhos é o resultado da caça do jovem poeta Hugo Porto. Às vezes com lança afiada, abate certeiro; às vezes lança cega, nossa morte lenta e agonizante. O poeta nos apresenta um banquete. Diferente de Platão que só chega no final, ele caça, tempera, cozinha e serve. Entrada, prato principal, sobremesa e drinks”.

Piti Canella, produtora executiva, consultora e palestrante na área de cultura, sugere em seu prefácio que o tom usado por Porto, de tão pessoal, transmite a sensação de estar conversando com ele: “Hoje me peguei respondendo a Hugo como se ele estivesse me ouvindo ali atrás do papel, virei a página e não o encontrei. Era o último capítulo e acabou, e então voltei ao primeiro capítulo e fui responder a uma pergunta lá do início que achei boba, mas agora eu entendi”.

Com Graduação em Letras Vernáculas, Mestrado em Letras e Linguística e Doutorado em Literatura e Cultura pela UFBA, Priscylla Alves Campos, em seu prefácio (que é também a sinopse do livro), diz que a obra “É mais que uma escolha estética: é uma forma que ele encontra de conduzir o leitor a saídas – possíveis – sobre si mesmo, e o questionar posições fixas e dicotômicas”.

Walter Barretto Jr., arquiteto e urbanista pela UFBA e Mestre em Desenvolvimento Regional e Urbano pela UNIFACS, sócio da empresa WBarretto completa: “Ser amigo de Hugo é um privilégio. No caminhar da leitura deste livro é o que vai te dar vontade!”.

“Quero fazer as pessoas pararem e olharem atenciosamente para si, prestarem atenção num discurso racional e afetivo, assim, positivo e de concretização de uma visão mais benéfica delas mesmas”, arremata o autor, sobre as muitas questões existenciais trabalhadas de forma amorosa em sua nova publicação. Sempre, questões dirigidas às conclusões próprias de cada possível leitores. “Isso é respeito”, afirma o escritor.

FICHA TÉCNICA
Título: Amor, e eu com isso?
Autor-editor: Hugo Porto
Páginas: 352
Acabamento: Capa dura (em três opções)
Projeto Gráfico: Hugo Porto com Laurellie Pacussich
Ilustrações: Hugo Porto com Jean Carlos Silveira e Laurellie Pacussich
Capa: Hugo Porto com Jean Carlos Silveira
Preço de capa: R$ 145,00
20% de desconto entre 10 e 17 de junho: R$ 116,00
ISBN: 978-65-00-13208-3
Disponível na Amazon, pelo e-commerce Hugo Porto & Escritores, a
partir de 10 de junho de 2021.
Mais informações e contato através do Instagram do autor: @hugo_porto

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