Mostra Sesc de Cinema homenageia Adélia Sampaio em sua terceira edição

Filha de empregada doméstica, Adélia Sampaio foi primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem no Brasil, "Amor Maldito" (1984)

A cineasta Adélia Sampaio, primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem no Brasil, é a homenageada na 3ª Mostra Sesc de Cinema, que começa em 02 de novembro em Paraty (RJ). Seu longa de 1984, “Amor Maldito“, será exibido às 18h30, no dia 3, seguido de debate com a própria.

Em 2018, o Festival Mix Brasil prestou sua homenagem à Adélia com o programa “Foco: pioneirismo lésbico na direção”. Também no ano passado, “Amor Maldito” foi exibido no Festival internacional de mulheres no cinema e na Mostra Diretoras Negras no Cinema Brasileiro.

Adélia Sampaio
Adélia Sampaio no debate pós-exibição de filme no Festival Mix Brasil, em 2018. Foto: reprodução

Filha de empregada doméstica, Adélia Sampaio se mudou para o Rio de Janeiro com a família aos 4 anos de idade. No fim da década de 1960, foi trabalhar como telefonista na Difilm, distribuidora brasileira ligada ao Cinema Novo. Começou a organizar o cineclube da empresa, que projetava filmes em 16mm. Passou a trabalhar também na produção dos filmes em diversas funções. Foi continuísta, maquiadora, câmera, montadora e produtora. Estreou como diretora em 1979, com o curta-metragem Denúncia Vazia.

Em 1984 lançou seu primeiro longa-metragem, Amor Maldito, do qual também foi roteirista (com José Louzeiro) e produtora. Tornou-se assim a primeira mulher negra a dirigir um longa no Brasil. Dirigiu em 1987 o documentário Fugindo do Passado: Um Drink para Teteia e História Banal, sobre a ditadura militar no Brasil. Em 2018 dirigiu O mundo de dentro, que estreou no Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo.

Cronograma da Mostra Sesc de Cinema neste link.