Os cantores Davi Bandeira e Tchelo Gomez, nomes expoentes da nova cena LGBTQIA+ do Brasil, uniram suas vozes para o clipe da música ‘Dói, Mas Passa (Mesmo)’. O single atingiu o primeiro lugar no iTunes durante as primeiras horas de lançamento, superando os hits de Dua Lipa e da brasileira Ana Vilela. A faixa é uma composição de ambos os artistas e foi produzida por Enzo Di Carlo, que já trabalhou em produções de Pabllo Vittar.

“A ideia inicial da música surgiu há alguns anos quando comecei a rabiscar versos dessa letra, foi um período em que eu estava em um relacionamento conturbado e escrevi como me sentia naquele momento. Depois de um tempo, encontrei as anotações e prossegui com a letra”, pontua Davi.  “Sentia que ainda faltava algo, como um outro lado da história. Já estava conversando com o Tchelo de fazermos um feat por ser muito fã dele e então enviei a música para saber o que ele achava. Ele escreveu a parte dele e deu outra vida para a música, ela ficou no ponto certo”, completa.

O vídeo da canção que fala sobre o término de um relacionamento, foi dirigido a distância e teve seu roteiro adaptado por conta da pandemia do COVID-19. Nele, Tchelo e Davi interpretam a faixa, cada um de seu isolamento social, mesclando com imagens gravadas antes da quarentena. “Fiquei super feliz quando o Davi me convidou, pois era uma das músicas que mais gostei do EP dele”, conta Tchelo. “Construímos juntos versos que dessem meu toque na música com uma pitada de rap e meus melismas”. 

Sobre Davi Bandeira

Davi Bandeira é cantor e compositor natural do Ceará. Um dos novos nomes da cena pop brasileira. Possui milhões de reproduções em suas músicas nas plataformas de streaming que incluem um álbum ‘Ariano (2007)’ e seu recente EP autointitulado ‘Davi Bandeira’ (2020).

Sobre Tchelo Gomez

Tchelo Gomez é cantor e compositor, nascido e criado na Zona Oeste de São Paulo, exalta a beleza, representatividade e empoderamento negro no seu trabalho musical e estética em videoclipes. É um dos integrantes do Quebrada Queer, coletivo que marcou a história do rap nacional com a 1º cypher LGBT (2018) do mundo, atingindo mais de 3 milhões de visualizações e gerando debates em todo o país.