Sesc Pompeia promove ‘Semana Closebilidade’

A programação Closebilidades faz parte do projeto Legítima Diferença. A proposta trata-se de ações que buscam desconstruir preconceitos

Nos dias 2223 e 24 de maio, o Sesc Pompeia promove o Closebilidades, programação que faz parte do projeto Legítima Diferença. Trata-se de ações que buscam evidenciar a realidade e desconstruir preconceitos e estereótipos vinculados às pessoas LGBTQI+, fomentando a livre expressão das diferenças, o espaço de diálogo e convivência, o respeito e a transformação social.

No primeiro encontro, que ocorre no dia 22 de maio, o bate papo é focados na equação mídia+LGBTQI+negritude+juventude e na reflexão da transversalidade que há entre os corpos negros e LGBTQIA a partir do protagonismo que esses corpos obtiveram dentro das redes sociais, produzindo conteúdos que dialogam com uma parcela da juventude. Dentro deste panorama, os encontros terão mesas com digital influencers que trabalham as pautas mencionadas acima, como Luci Gonçalves, Rosa Luz, Murilo Araújo.

O tema do dia 23 de maio é “Afetividade e solidão no meio LGBTQI” que além dos digital influencers que participam da noite anterior conta com a participação da performer Bruxa Travesti e o coletivo Quebrada Queer.

Para fechar a programação de bate-papo, no dia 24 de maio, Rosa Luz e Samuel Gomes falam sobre o Mercado de trabalho, LGBTfobia e racismo, às 19h na área de convivência. O coletivo Amem encerra a noite, a partir das 20h30 no Deck Solarium com uma celebração dedicada à música negra e seus diversos gêneros e décadas. Com clima de festa caseira, a Festa Amem traz um ambiente inclusivo, onde a música negra de diversas décadas e gêneros provoca a dança nos corpos, os colocando em estado de celebração. Também se propõe como uma plataforma artística que convida artistas de diversas linguagens para expor suas questões através de performances.

Amém | Foto: Divulgação sesc pompeia close Closebilidade
Amém | Foto: Divulgação

Sobre os convidados

Natály Neri

Graduanda em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Paulo – EFLCH, onde se dedica ao estudo da educação crítica com recorte étnico – racial, atuando também em um programa de pesquisa sobre docência e formação de professores (PIBID), que a coloca diretamente em contato com a educação pública no Brasil. Além isso, participa de coletivos feministas e ligados diretamente aos Movimentos Negros dentro do espaço acadêmico. Nátaly Neri também é idealizadora e produtora de seu próprio canal no Youtube, o ‘Afros e Afins’, que tem como objetivo geral estimular a autonomia financeira, intelectual e estética da mulher negra, a partir de discussões sobre consumo consciente e autônomo, racismo e empoderamento feminino, sempre ancorada nos conhecimentos acumulados e constantemente atualizados em seu curso e sua militância.

Cia Dxs Terroristxs

Originária do Programa Vocacional da Cidade de São Paulo, a CiA dXs TeRrOrIsTaS foi fundada em 2015 com o desejo de investigar e provocar o que denomina terrorismo poético, inspiradxs pelos manuscritos do filósofo anarquista pseudonominado Hakim Bey. Sem a pretensão de disputar as artes como campo de ação, o coletivo atua na criação de novas linguagens para a produção de ações políticas contranormativas, em resistência ao plano cisheteropatriarcal branco eurocentrado instaurado pelo processo de colonização e dominação do Terceiro Mundo.

S.O.C.O.

Trata-se de uma ação estético-terrorista que enuncia as potencias de coreografar as lutas em bando. O trabalho apoia-se em um tripé artístico-político-pedagógico que procura boicotar as estruturas encaixotadas dos modos de produção para lidar com as malhas complexas da pós-colonialidade, onde estruturas distintas e avessas se co-habitam e co-tensionam em busca de uma outridade marginal, não como vulnerabilidade, mas como potência.

Luci Gonçalves

20 anos e 130 mil inscritos, começou o seu canal para falar sobre cabelo e transição capilar, mas hoje utiliza ele para mostrar também a sua realidade, como mulher negra, periférica, bissexual e feminista, abordando assuntos diversos, que vão desde relacionamentos e sexo, a autoestima, empoderamento feminino e estilo. Descrição: Beleza – Favela – Estilo de vida – Comportamento #bondedaluci Participante do concurso NextUp 2017 do Youtube.

Valter Rege

Valter Rege é cineasta e creator, formado em Rádio e Tv pelo Centro Universitário Belas Artes, produtor , diretor, roteirista e finalizador de filmes, possui um canal com o seu nome, que aborda temas como negritude, homossexualidade e periferia. Sua palestra “Da Favela Para as Telas” provoca o debate sobre o preterimento do negro no mercado audiovisual. O curta-metragem “Preto No Branco” escrito e dirigido por Rege foi selecionado para o Toronto Black Film Festival 2018. O diretor ainda lançou o documentário ” O Cinema Me Trouxe Aqui” que aborda temas como homossexualidade, negritude e periferia”.

Dory de Oliveira

MC que está na ativa desde 2005, constrói seu espaço na cena, segue militando e enfrentando o preconceito dentro do próprio hip hop. Ao lado de Luana Hansen e Tiely Queen, a rapper integra o grupo Les Queens que, segundo a cantora, é o primeiro grupo de mulheres negras e lésbicas do país.

O que é ser preta?

Performance e texto da artista preta e transgênero, Pierre Carvalho vulgo BRUXA TRAVESTI. Composição de áudio por Oliver Martin’z bixa preta. A performance é resultado de pesquisas de performatividade corporal e identitária, do corpo preto, em resumo Ela acontece com o ato de se olhar no espelho e trazer pra dança as questões em forma de áudio poesia, promovendo e despertando questões no público.

Murilo Araújo

Canal “muro pequeno”. Descrição: bicha negra cristã e militante, fazendo uns vídeos aqui pra falar de sonhos, desafios e aleatoriedades, problematizando a vida, espalhando amor e viadagens por aí.

Ana Claudino

Ana Claudino é pesquisadora e ciberativista da área de políticas públicas em direitos humanos para a população LGBT, publicitária, criadora do canal Sapatão Amiga no Youtube e do podcast LesboSapiência.

Quebrada Queer

Composto por Guigo, Murillo Zyess, Harlley, Lucas Boombeat e Tchelo Gomez e com produção instrumental impecável do Vibox, pode-se considerar um marco para a música nacional e para o RAP, que tradicionalmente é um movimento com fortes raízes machistas. A história está sendo desconstruída e reconstruída com essas iniciativas que engradecem o cenário nacional e vão de encontro à luta de igualdade de gênero e visibilidade LGBT.

Rosa Luz

Rosa Luz tem 23 anos e é artista visual, tendo participado de exposições individuais e coletivas no Brasil e no Reino Unido. Em 2017 lançou seu primeiro EP, Rosa Maria Codinome Rosa Luz, fruto de financiamento coletivo. Também participou do TEDxBrasília, SofarSounds Latin America, Festival Latinidades, Favela Sounds, entre outros festivais de música Brasil afora.

Também produz conteúdo pra internet sobre rap, artes visuais e transexualidade, postando conteúdo semanal no canal Rosa Luz. Seu som pode ser encontrado em todas as plataformas digitais.

Samuel Gomes

Samuel Gomes é um jovem Escritor, Influenciador digital e Palestrante. Iniciou sua carreira na literatura com a obra de estreia Guardei no Armário em 2016. Designer gráfico por formação graças a políticas públicas de inclusão e no mercado publicitário há 10 anos, deu os primeiros passos no audiovisual com o canal no Youtube de mesmo nome de seu primeiro livro. Militante LGBTs, palestra sobre diversidade sexual por todo o país, sendo reconhecido por sua contribuição social através do canal, e é considerado referência entre os digital influencers negros no país.

Amem

Amem é uma celebração dedicada à musica negra e seus diversos gêneros e décadas. Com clima de festa caseira, nasce da vontade de criar espaços e dar voz à toda diversidade da noite negra paulistana. Com a proposta de criar protagonismos, dar voz e visibilidade para a comunidade negra, feminina e LGBT, a Festa AMEM traz um ambiente inclusivo, onde a música negra de diversas décadas e gêneros provoca a dança nos corpos, os colocando em estado de celebração. Também se propõe como uma plataforma artística que convida artistas de diversas linguagens para expor suas questões através de performances artísticas.

SERVIÇO:
Legítima Diferença
Dia 22,23 e 24 maio de 2019, quarta, quinta e sexta, às 19h
Área de Convivência
Classificação indicativa: Livre.
Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93.
sescsp.org.br/pompeia