Contemplado pelo PROAC LGBT, o espetáculo “Entrega para Jezebel” estreou em abril de 2019 e narra a vida de uma travesti que tem como maior desejo ser mãe e à sombra da transfobia. A maternidade é o ponto nevrálgico da peça, já que Jezebel cuida do filho de uma amiga, que retorna um tempo depois querendo reaver a guarda.

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Escrita pelo piauiense Roberto Muniz Dias, a peça teve três temporadas em São Paulo com direção de Rodolfo Lima e Valéria Barcellos, Bibi Santos e Clodd Dias no elenco, todas atrizes negras e transexuais. Daniel Sapiência completa o casting.

Assista ao espetáculo na íntegra:

Transfake

Alçado à mídia em 2017 pelo Movimento Nacional de Artistas Trans (MONART), capitaneado pela atriz Renata Carvalho, o termo transfake (referência aos atores cisgêneros que interpretam personagens transexuais) foi o mote para que o autor Roberto Muniz Dias desenvolvesse a dramaturgia de Entrega para Jezebel.

“O texto traz uma mensagem sobre a transfobia muito forte, mas com a presença e convívio com as atrizes percebi que a peça não podia ter só um recorte, pois havia mais coisas a serem abordadas. A questão racial foi acrescentada a questão trans, bem como a necessidade de representatividade dessas atrizes no meio artístico, inclusive interpretando personagens que se adequam ao seu gênero e não necessariamente falando sobre as questões de um corpo trans e/ou sua sexualidade”, diz Rodolfo, explicando ainda que Valéria faz a travesti Jezebel, mas que Clodd faz Joana, a mãe da criança.

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