No começo de junho, o deputado bolsonarista Douglas Garcia pediu para que os seguidores enviasse nomes e dados de pessoas que são contra o fascismo. No dia seguinte, dia 02 de junho, Garcia informou que recebeu em seu e-mail os dados de 1000 pessoas antifascistas e disse que as informações seriam enviadas para a embaixada dos Estados Unidos. “Não vão poder visitar a Disney”, disse em seu Twitter.

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Internautas criaram uma campanha contra a elaboração do “dossiê” se juntaram para lotar a caixa de e-mail do deputado com uma grande quantidade de fotos do ex-jogador Vampeta em ensaio nu para a revista G Magazine. Sobre as fotos de Vampeta nu, Douglas fez um comentário dizendo que gosta de se relacionar com pessoas brancas: “Não faz meu tipo, sou palmiteiro”.

Uma das pessoas listadas no dossiê de Douglas abriu uma ação judicial afirmando que teve nome, fotos, endereço e telefone expostos na lista do deputado, que circulou na internet. O juiz Guilherme Ferreira da Cruz, da 45ª Vara Cível de São Paulo, condenou o deputado estadual apagar cerca de R$ 20 mil por danos morais por violar a intimidade da autora.

Para tentar se defender, a equipe de Douglas negou ter feito o “dossiê”: “Não há e nunca houve nenhuma publicação nas redes sociais do requerido que dê acesso a qualquer material que possua dados pessoais de terceiros”, alegou a defesa. “O dossiê vazado não foi criado pelo réu, que o desconhece”, argumentou.

No entanto, o juiz facilmente teve acesso a um vídeo no qual o parlamentar aparece dizendo ter encaminhado um dossiê de antifascistas a autoridades como a polícia e a Procuradoria-Geral da República (PGR). Douglas Garcia também é alvo do inquérito das fake news, conduzido pelo Supremo Tribunal Federal. Ele era filiado ao PSL, mas foi expulso da sigla no último mês

Deputado bolsonarista pede nome de antifascistas e é bombardeado com fotos de Vampeta pelado

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