GAY BLOG BR by SCRUFF

A juíza Fernanda Rosado de Souza, do 5º Juizado Especial Cível do TJ do Rio de janeiro, condenou o deputado federal Marco Feliciano (PSC) a pagar R$ 41,8 mil ao ex-deputado Jean Wyllys por danos morais, além de retratação pública em seu Twitter no prazo de dez dias. Caso não se desculpe, Feliciano terá de desembolsar uma multa de R$ 20 mil. As informações são de O Globo.

A ação foi movida por Wyllys após Feliciano postar em seu perfil no Twitter, em abril de 2020, uma mensagem que associa o ex-deputado a Adélio Bispo, que deu uma facada em Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018. A Polícia Federal concluiu, por meio de dois inquéritos, que Adélio agiu sozinho e sem mandantes. A decisão ainda cabe recurso.

Marco Feliciano é condenado a se retratar publicamente e pagar R$ 41,8 mil ao Jean Wyllys
Foto: Agência Câmara

Recentemente, Jean Wyllys concedeu uma entrevista ao podcast “Efeito Tsunami”, de Andréa Alves e explicou porque seguiu carreira política ao invés da fama pós-BBB: “No início da minha carreira acadêmica e também na curva ascendente do meu prestígio como jornalista na Bahia decidi me inscrever no ‘BBB’. Correndo todos os riscos”, disse.

“No auge da popularidade do ‘BBB’, eu decidi dizer ‘não’ a isso e bancar uma postura de um ativista que eu era sempre. Ou seja: recuperar meu passado ativista e enfrentar essa popularidade, não ceder a essa popularidade. Esse sou eu. E acredito que serei sempre. É esse interesse por conhecer, por saber, por me compreender. Por compreender a vida humana, a subjetividade”, continuou.

Na oportunidade, Wyllys, que atualmente está morando em Barcelona, na Espanha, explicou o motivo de ter se inscrito no reality da Globo: “Claro que o capitalismo e, sobretudo, o capitalismo na sua face mais perversa, que é o neoliberalismo, tende a tratar as pessoas como porcos ou como escravos a quem se nega o direito à experiência do belo, a fruição estética. E num país continental como o Brasil, superpopuloso, com muita gente pobre, com concentração de renda muito grande, com a escola e um sistema de educação pública deficitária, a televisão cumpre um papel“, destacou Jean.

“Nós, seres humanos, gostamos de histórias, gostamos de contar histórias. Somos seres que fabulamos, para usar as palavras de Umberto Eco, escritor italiano. Então, a Globo entendeu isso. E as telenovelas, o folhetim… Mas os folhetins eram elitistas porque demandavam que a pessoa lesse, soubesse ler. E num país de muitos analfabetos a telenovela não demandava leitura. Essa é a minha compreensão. E essa compreensão minha vem do fato de que venho daí. Eu venho daí. Sempre tive uma fome maior e busquei matar essa fome. E aí eu entendo inclusive como isso impacta na gente, que está do lado de lá. Sem paternalismos e sem folclore, né? Porque tem um certo folclore na glamourização da pobreza. Não glamurizo a pobreza mas sei o quanto ela pode resistir e produzir bens simbólicos”, finaliza.




Junte-se à nossa comunidade

Mais de 20 milhões de homens gays e bissexuais no mundo inteiro usam o aplicativo SCRUFF para fazer amizades e marcar encontros. Saiba quais são melhores festas, festivais eventos e paradas LGBTQIA+ na aba "Explorar" do app. Seja um embaixador do SCRUFF Venture e ajude com dicas os visitantes da sua cidade. E sim, desfrute de mais de 30 recursos extras com o SCRUFF Pro. Faça download gratuito do SCRUFF aqui.

Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"