GAY BLOG BR by SCRUFF

Figura conhecida da noite gay eletrônica de São Paulo e Rio de Janeiro, Lorena Simpson começou a carreira musical em 2008, no auge de Lady Gaga, com estilo musical e figurino semelhantes. Natural de Manaus, Simpson se consagrou na noite com os hits no estilo pop eletrônico, com destaque para Brand New Day, que fez muito sucesso em 2009. Logo depois vieram “This Moment” e “Hey Hey”, que tiveram grande êxito na Europa em 2016; no ano seguinte veio “Shake it out”. Todas elas contando com colaborações de DJs famosos.

Em entrevista ao GAY BLOG BR, a manauara falou sobre a relação com o público LGBTQIA+, trabalho com cantoras famosas e sobrevivência à pandemia.

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Lorena Simpson – crédito: reprodução

Você era de Manaus e acabou viajando o Brasil inteiro como dançarina da cantora Kelly Key, correto? Como foi essa experiência?

Sim, sou de Manaus e tenho muito orgulho das minhas origens. No início, foi difícil deixar a minha família e amigos para buscar meus sonhos, porém foi uma experiência muito importante para mim como pessoa e profissional. Eu já morava no Rio de Janeiro, já estava trabalhando como bailarina, mas ter tido a oportunidade de trabalhar com uma artista nacionalmente reconhecida foi muito especial.

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Lorena Simpson – crédito: reprodução

Durante um longo tempo, algumas pessoas não achavam que você era brasileira, não apenas por você cantar em inglês, mas também pelo seu nome artístico. Isso te incomodava?

Nem um pouco! Sempre foi uma parte muito divertida na verdade, eu acho engraçado e ainda levo isso de forma bem tranquila quando acontece das pessoas se confundirem com a minha nacionalidade.

Você se tornou conhecida se apresentando em boates LGBTs, é um público que você quis focar de imediato ou aconteceu por acaso?

Não tínhamos planejado ter esse público-alvo, simplesmente aconteceu. Eu costumo dizer que foi o público que me escolheu. Meu primeiro convite como cantora foi para uma faixa que entrou em um CD chamado “Pool Party” que era mais voltado para o público LGBT e acredito que por isso houve uma identificação direta com público.

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Lorena Simpson – crédito: reprodução

De certa forma, você tinha um espaço e público enorme na cena LGBT, mas não a víamos na TV. Você acha que havia um “preconceito” por você cantar música pop eletrônica em inglês?

Não acredito que havia preconceito, foi mais uma questão de mercado e consumo de música no Brasil na época. Eu acredito que era até um diferencial e curiosidade para muitos, o fato de eu ser brasileira e ter sucessos em inglês. Eu tive boas participações em programas de TV como o programa da Xuxa, Eliana, Luciana Gimenez, Adriane Galisteu e o programa do Leão, mas foram aparições pontuais.

Qual a sua opinião sobre cantoras como Pabllo Vittar e Gloria Groove?

São maravilhosas, cada uma no seu estilo e são artistas que merecem todo espaço que vem conquistando e são fonte de inspiração pra muita gente!

Muitos artistas, que têm hits consagrados em boates, assinalaram que esse período de pandemia foi devastador, pois a renda principal era proveniente de apresentações ao vivo em boates LGBTs…

Inicialmente, foi muito desafiador, mas resolvi tentar enxergar esse momento como uma oportunidade de adaptação e mudanças necessárias. Eu resolvi focar no meu público digital, sendo eles aqueles que me ouvem diariamente nas plataformas de músicas ou que assistem meus vídeos no Youtube, e passei a criar conteúdos e engajar com eles de uma forma diferente da que eu estava acostumada no show ao vivo.

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Lorena Simpson – crédito: reprodução

Nos últimos anos, além de canções em inglês, você também passou a cantar em português. Foi uma exigência do mercado fonográfico?

Foi sim, inicialmente, a pedido dos fãs – e depois se tornou uma vontade minha de explorar e experimentar outros atributos artísticos. E também os meus vocais em português.

Você já fez colaborações com Anitta e Ludmilla. Como foi trabalhar com elas em um meio considerado repleto de egos e vaidades?

Foi super tranquilo. Com a Anitta, nós tivemos que ensaiar juntas pois tínhamos coreografia na nossa performance. Já com a Ludmilla foi um convite de uma participação apenas cantando em um show dela. Foi bem bacana, sem egos e vaidades, só positividade.

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Lorena Simpson – crédito: reprodução

Você é considerada uma representante da causa LGBT… Como se deu isso?

Eu fico muito feliz de ser considerada uma representante. Eu acredito que essa representatividade se deu de forma muito natural, principalmente pelo fato de eu trabalhar com esse público desde o início da minha carreira. Eu sempre dei amor e o meu melhor através do meu trabalho criando um relacionamento genuíno com a comunidade, além de entender, abraçar a causa e sempre que possível usar a minha voz para somar de alguma forma.

Como você avalia o governo Bolsonaro?

[A artista preferiu não responder a esta pergunta].

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