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O jogador do fluminense, Nino, criticou os casos de racismo e de homofobia que aconteceram na arquibancada do Nilton Santos durante uma partida do Flamengo contra o Fluminense. O zagueiro elogiou a diretoria tricolor de solicitar a abertura do inquérito no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-RJ) para apurar quem foi o torcedor que deu gritos injuriosos em direção ao Gabigol, do Flamengo, chamando-o de “macaco”.

“Em relação ao caso de racismo, é lamentável. As medidas precisam ser tomadas. E ficamos felizes nesse ponto de saber que o Fluminense está tomando essas medidas. Não podemos tolerar. E a gente espera que não aconteça mais nos estádios e nenhum ambiente da nossa sociedade”, afirmou.

Quanto a homofobia, ele também se posicionou: “Sobre os gritos homofóbicos, é algo que muitas vezes na concentração e no calor do jogo a gente presta pouca atenção, mas nos incomoda como cidadãos. A gente é contra todo tipo de discriminação. Não tem como tolerar mais isso, nem no estádio, nem em qualquer outro ambiente da sociedade”.

Zagueiro do Fluminense repudia gritos homofóbicos e racistas da torcida: "Não podemos tolerar"
Reprodução

Tanto o racismo quanto a homofobia foram registradas em vídeo, mas o TJD só está investigando, por enquanto, o episódio racista. O pedido foi feito pelo Fluminense na terça-feira. O árbitro do Fla-Flu, Alexandre Vargas Tavares de Jesus, relatou o caso na súmula.

No entanto, ele afirmou não ter identificado o grito em direção ao camisa 9 do Flamengo. Já nesta quarta, o vice geral e jurídico do Flamengo, Rodrigo Dunshee, escreveu no Twitter que o Fluminense “não fez mais do que a obrigação”. Ele não falou sobre o que será feito em relação ao canto homofóbico.

Já o Flamengo se manifestou dizendo que repudia “veementemente o episódio lamentável” de racismo, prestando solidariedade ao jogador. No entanto, os torcedores no Twitter também questionaram sobre os gritos homofóbicos.

“Sabe o que também é crime e deve ser punido? Homofobia”, disse um dos torcedores pelo Twitter.




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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"