GAY BLOG BR by SCRUFF

No fim do ano passado, uma postagem homofóbica direcionada à equipe rival no perfil oficial da do Corinthians desencadeou uma série de manifestações e protestos em todo o país. Na publicação, a imagem de um panetone (“cheio de frutinhas dentro”) foi compartilhada em referência aos tricolores do São Paulo Futebol Clube. O episódio gerou uma nota oficial do departamento de comunicação do Corinthians, através da qual o clube garantiu a tomada de medidas internas para que situações similares não voltassem a acontecer, incluindo uma renovação da equipe que lida com as redes sociais.

O coletivo FIEL LGBT também se manifestou, em nota de repúdio, ao infeliz comentário em meio oficial do clube, que foi deletado minutos depois. Na nota, o coletivo afirmou que um clube que se propõe a ser popular precisa ser “de todos”. A inédita reunião é considerada um importante passo em direção à horizontalidade dentro do futebol. A Fiel LGBT comemorou o convite recebido diretamente da diretoria do Corinthians para debater ideias e medidas que viabilizem o futebol como ambiente seguro para todos.

Contudo, momentos após celebrar o convite, o coletivo teve o seu grupo de Whatsapp invadido e recebeu represálias e ameaças. Também em sua conta no Twitter, explicaram:

“Na madrugada de ontem pra hoje, por volta da meia-noite e meia, nosso grupo de WhatsApp foi covardemente invadido e atacado. Mensagens racistas, machistas e LGBtfóbicas foram enviadas por puro discurso de ódio. Isso tudo após divulgarmos nossa maior conquista até agora, a reunião que acontecerá com o clube nessa sexta-feira e após a matéria sobre as torcidas lgbt. Por essa razão, modificaremos as medidas de segurança para contato conosco pelas redes sociais, bem como tomaremos as medidas cabíveis relacionadas a crime cibernético! Apesar do susto, o ataque de ontem não nos intimida nem vai nos paralisar, ainda que a gente viva no país que mais mata LGBTS no mundo. O discurso de ódio e a covardia daqueles que acreditam que estão “a salvo” na Internet e que por isso podem cometer a violência que bem entendem só demonstra o quanto precisamos nosso DIREITO DE TORCER assegurado! Não vamos recuar”.

Pelo Twitter, o Fiel LGBT já comunicou que chegou ao local:

Catarinense, 25 anos e professor de Literatura e Língua Inglesa. Homem gay, apaixonado por música e que respira futebol e cultura latino-americana.