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Na última segunda-feira (25), o ator pornô Samuel Hodecker revelou nas redes sociais que vive com HIV há cinco anos. Em uma publicação no Twitter, o criador de conteúdo adulto publicou uma foto com medicamentos e escreveu: “Hoje me sinto bem e seguro em falar que vivo com o HIV há mais de 5 anos. Vivam a vida positivamente”.

Hodecker
Samuel Hodecker (Foto: Reprodução/ Instagram)

Após a revelação no Twitter, alguns internautas comentaram a publicação de Hodecker. “Falar de HIV é uma necessidade pública”, escreveu um seguidor. “Eu também sou soropositivo… E sou feliz do mesmo jeito”, pontuou outro. “Obrigado por normalizar o convívio com o HIV”, disse mais um.

Já em seu perfil no Instagram, o ator pornô respondeu algumas perguntas de seguidores e falou mais sobre o HIV. “Gente, o HIV não é uma sentença de morte, dá pra viver. Eu, depois de um tempo, até esqueci que tinha. É só tomar o remédio certinho. Lembrando que indetectável não transmite”, explicou Hodecker.

O ator, que teve depressão em 2019, também foi questionado no Instagram se o HIV teria sido a motivação. “A minha depressão é multifatorial, acumulou muita coisa. A minha depressão foi depois disso [da descoberta do HIV]”, explicou Hodecker, que falou mais sobre o assunto em entrevista ao GAY BLOG BR, em 2021Em outro Stories, um seguidor agradeceu o ator por ter revelado que vive com HIV. “Nossa, você falar sobre o HIV foi tão importante pra mim. Acabei de descobrir que tenho o vírus”. Hodecker acrescentou: “É importante falar tanto sobre isso, como saúde mental… Seguimos em frente!”.

“Vou fazer um vídeo sobre minha experiência com HIV e porque não é um fim e sim um começo de uma nova fase! Façam tratamento certinho, exames em dia e se cuidem. Pra quem tá incomodado com a minha felicidade, indico o CAPS que me ajudou muito a ficar em paz comigo mesmo”, finalizou Hodecker no Twitter

Hodecker
Samuel Hodecker (Foto: Reprodução/ Instagram)
Hodecker
Reprodução/Instagram

92% dos brasileiros vivendo com HIV estão indetectáveis

Segundo informações publicada pelo Ministério da Saúde, no Brasil, 92% das pessoas infectadas com o HIV já atingiram o estágio indetectável, ou seja, não transmitem o vírus e conseguem manter a qualidade de vida sem a manifestação dos sintomas da AIDS.

“Hoje em dia, uma pessoa que tem o diagnóstico em um período mais tranquilo da doença e faz uso dos medicamentos corretamente tem a mesma expectativa de vida de uma pessoa sem o vírus”, diz Tassiana Rodrigues Galvão, que atende no hospital Estadual Francisco Morato e Municipal de Cajamar. “Isso acontece porque, na rotina do paciente que vive com HIV, estão as visitas frequentes ao médico, além de exames que devem ser feitos a cada seis meses. Quando avaliamos, por exemplo, a população masculina entre 40 e 50 anos, que, normalmente, só procura atendimento para descobrir algo quando já tem muitos sintomas, o acompanhamento acaba sendo um ponto positivo”, afirma a especialista.

Além oferecer os mais avançados tratamentos disponíveis, o SUS também coloca à disposição da população estratégias e tecnologias avançadas à prevenção, como a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição), uma combinação de medicamentos antirretrovirais que reduzem consideravelmente as probabilidades de infecção.

Seu uso amplia o acesso ao diagnóstico precoce e às ações específicas para populações-chave, como profissionais do sexo, casais com sorologias diferentes, homens que fazem sexo com outros homens e possam ter uma exposição mais intensa, população privada de liberdade e usuários de álcool e outras substâncias. Saiba mais neste link.




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Jornalista gaúcho formado na Universidade Franciscana (UFN) e Especialista em Estudos de Gênero pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)