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O ator Billy Porter foi anunciado como diretor do filme Camp, adaptação do livro homônimo do autor Lev Rosen, que vai estrear no serviço de streaming HBO Max, ainda sem uma data definida. Além disso, ele também fará o papel do personagem Mark, o diretor do acampamento. As informações são do Deadline.

A história gira em torno do protagonista Randy Kapplehoff, que ama passar o verão em um acampamento para adolescentes LGBT chamado Camp Outland. Lá, ele encontra seus melhores amigos e acaba se apaixonando por Hudson Aaronson-Lim.

O problema é que Lim só gosta de homens heteronormativos, então ele nem percebe que Randy é apaixonado por ele. Pensando nisso, Randy acaba se transformando em Del, um rapaz bem masculinizado, abandonando todo o estereótipo gay que ele já teve um dia, incluindo os esmaltes, as músicas que escuta, e um edredom com unicórnio estampado.

Nesse contexto que fica o questionamento: até que ponto vale a pena anularmos a nós mesmos em busca de um amor? Ambos acabam se aproximando, mas será que vale a pena Randy criar um personagem que não é ele?

Billy Porter vai dirigir longa-metragem sobre romance gay na HBO Max
Reprodução

Se anular para agradar o outro não vale a pena, segundo a psicologia

De acordo com a psicóloga Cristiane Cruz em um artigo do Psico Online, quando nós ficamos submissos ao outro em um relacionamento, nós não estamos amando, mas vivendo uma ilusão romântica.

Ela baseia seu argumento no poeta Vladimir Maiakóvski, que tem a frase “Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceito, desconfio que há falta de amor”.

Ser submisso às vontades do outro revela falta de amor-próprio e a pessoa busca no outro uma forma de preencher suas carências, inseguranças ou medo.

Contudo, ela também defende que um relacionamento saudável envolve concessões, flexibilidade e a abertura de um espaço para o outro participar de sua vida.

Às vezes vale fazer alguma mudança em uma característica disfuncional de nossa personalidade, mas não criar um personagem que não tem nada a ver conosco, visando “conquistar alguém”, até porque esse alguém não vai se apaixonar por você, mas sim pelo personagem que você criou.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"