O internauta Jeferson Mentz publicou no Twitter que recebeu uma mensagem homofóbica de uma pessoa identificada como Osmar Sipauba após compartilhar uma imagem no perfil de seu Facebook onde dois homens nus estão abraçados.

homofobia
Reprodução

“Acho que vc nao deveria publicar fotos de homens nus se acariciandono feice. uma porque muintas pessoas poderao olhar e nao gostar acho que vc deveria fucar cim vc sertas informacoes mas a maioria dos viados nao se conteta em nao iscancarar sua vida pessoal. por esse motivo vou exckuir e bloquear vc sua bicha depravada…” (sic), escreveu Sipauba.

Após o ocorrido, Mentz disse ter aberto um Boletim de Ocorrência e que vai levar a denúncia adiante: “Por que quero dar continuidade metendo um processo naquele cara? Porque muitas pessoas passam pelo mesmo e não conseguem se defender. Não quero para o próximo o que não gostaria que acontecesse comigo.”

Os diversos erros ortográficos foram satirizados por muitas pessoas que apoiam Jeferson Mentz.

Sofri LGBTIfobia e agora? ANTRA e ABGLT lançam cartilha explicando como recorrer à Justiça

A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) e a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT) lançaram, no dia 31 de março, Dia Internacional de Visibilidade Trans, uma cartilha do que fazer caso a pessoa sofra ou presencie um caso de LGBTIfobia.

“Criamos o manual com dicas e como forma de um incentivo para discutir o processo que culminou na decisão que reconhece a LGBTIfobia e o seu enquadramento na lei do racismo. Queremos tirar dúvidas, elucidando, junto à população, como fazer as denúncias, como acompanhar os processos e como cobrar o efetivo enquadramento dentro dos seus qualificadores”.

A iniciativa surge porque os LGBTI+ se sentem desprotegidos e creem que a impunidade favorece a violência. De acordo com uma matéria escrita por Yuri Fernandes e publicada no Projeto Colabora, cerca de 99% das pessoas entrevistadas pela ANTRA no início do ano creem que os LGBTs não se sentem seguros no país.

A cartilha explica, de modo bem didático, que a LGBTIfobia é a violência física ou verbal destinada a esta comunidade pelo simples fato de serem desta comunidade, e ressalta que a denúncia é importante não só para o próprio indivíduo se proteger, mas também para que o Estado consiga criar políticas públicas com base em dados.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".