A Escócia se tornou o primeiro país do mundo a incluir o ensino sobre os direitos dos gays, lésbicas, bissexuais e transexuais no currículo escolar na última sexta-feira, de 3 de julho, e entrará em vigor no ano que vem. Até então, havia uma lei de 1988 que proibia as autoridades do Reino Unido de “promover a homossexualidade”.

Os ministros já demonstravam serem favoráveis à pauta em 2018, vindo das recomendações de um grupo ativista chamado “Time for Inclusive Education” (Hora da Educação Inclusiva) e agora a medida foi aprovada em última instância. Isso significa que as escolas vão ensinar temas como a trajetórias dos movimentos LGBT+, a luta por igualdade por direitos, além de ensinar os alunos a identificarem comportamentos homofóbicos e transfóbicos.

“A Escócia já é considerada um dos países mais progressistas da Europa para a igualdade LGBTI.” – diz o vice-primeiro ministro, John Swinney“Tenho o prazer de anunciar que seremos o primeiro país do mundo a ter uma educação inclusiva para LGBTI inserida no currículo”. Com informações da Cláudia

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E NO BRASIL?

De acordo com uma pesquisa publicada pela Câmara em 2017, 73% dos estudantes acima de 13 anos que já se identificavam como LGBT disseram ter sofrido bullying homofóbico, sendo que 60% se sentem inseguros e 37% já sofreram violência física.

Em outros países da América Latina a situação é bem semelhante, sendo a exceção o Uruguai, que tem políticas públicas que estimulam o respeito à diversidade.

“Primeiro país onde tem educação sexual para o respeito, tem leis protetivas. É o Estado que aprovou casamento entre pessoas do mesmo sexo, aprovou a questão do aborto, inclusive a liberação da maconha, ou seja, é um país onde a cultura é muito mais aberta às pessoas diferentes, e o fundamentalismo religioso não é tão prepodnderante” – disse o diretor executivo da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros, Toni Reis.

Homossexualidade e escola pública: uma pesquisa

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".