De acordo com um artigo publicado pelo Centro Internacional de Longevidade, na Inglaterra, os idosos LGBTs tendem a serem menos felizes quando comparado aos heterossexuais, além de serem mais propensos a beberem, fumarem e usarem drogas.

“Algumas pessoas podem ter escondido suas identidades LGBTQ+ – sob uma perspectiva de saúde, isso pode tê-las motivado a esconder aspectos da própria saúde pelo medo de ‘sair do armário” – diz Brian Beach, autor do relatório.

A pesquisa concluiu que os LGBTs mais velhos tendem a terem uma vida menos feliz quando comparado aos heterossexuais da mesma idade devido a sociedade heteronormativa, ainda mais considerando que a homofobia era muito mais comum e naturalizada há anos atrás, quando não havia tantos avanços sociais.

Estudo conclui que desigualdade torna idosos LGBTs mais propensos a usarem drogas
Estudo conclui que desigualdade torna idosos LGBTs mais propensos a usarem drogas – Foto: reprodução

“No contexto do envelhecimento LGBT, a ideia de que eles possuem uma saúde pior está associada com as experiências negativas do passado. Em outras palavras, consequências do preconceito e o estigma terão um impacto que se manifestará na saúde física e mental”.

O estudo também concluiu que os homens gays mais velhos foram muito impactados com a epidemia do HIV, com muitas perdas de amigos e parceiros, além de que os transgêneros e mulheres bissexuais das áreas rurais são mais propensos a desenvolverem depressão e tentativas de suicídio.

Além disso, ainda há muitos problemas de profissionais das mais diversas áreas em interpretar corretamente o relacionamento entre as pessoas do mesmo sexo, e os idosos LGBTs são “menos capazes de evitar homofobia e transfobia em situações de cuidados”.

Já o relatório de Stonewall publicado em 2015 concluiu que uma proporção significativa dos LGBTQIA+ mais velhos tendem a serem mais solitários, com pouco suporte da família e dependem mais de serviços de assistência quando comparado aos heterossexuais.

Para mudar este cenário, o relatório sugere melhorar a experiência dos idosos LGBTs nas casas de repouso; melhorar as informações e serviços também para este público e principalmente demonstrar comprometimento com as causas igualitárias dos LGBT+.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".