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Na última semana, o estudante de administração Wellington Henrique Cirino Cardoso, de 25 anos, foi encontrado morto no chão do quarto de seu apartamento, na região de Pinheiros, em São Paulo. O jovem, que vestia um terno azul, estava com a cabeça coberta por sacos plásticos, o pescoço amarrado com uma camiseta e tinha sinais de asfixia, segundo informações apuradas pelos jornalistas Thiago Herdy e José Dacaudo site UOL.

Wellington Cardoso tinha 25 anos (Foto: Reprodução)

De acordo com a reportagem, Wellington teria curtido o carnaval com amigos entre sábado (26/02) e terça-feira (01/03). Já na quarta-feira de cinzas (02/03), ele enviou uma mensagem para a faxineira no WhatsApp e disse que passaria o dia fora de casa.

Oi, Lu, tudo bom? Deixa eu te falar, eu deixei a chave na graminha do lado direito, esquerdo da porta, tá. Se você não conseguir achar, no prédio lá que tem do lado, é só você apertar o interfone que o Donizete (zelador), ele te mostra. (…) É que amanhã eu vou passar o dia todo fora, e quando você chegar eu não vou estar em casa”, escreveu o jovem.

A faxineira respondeu Wellington, mas não obteve retorno. A família e os colegas de trabalho também tentaram contato com o jovem e também não foram respondidos. Diante das tentativas falhas, o ex-marido de Well, o jornalista Fábio Pimentel, pediu para que um de seus sócios, João Paulo Giacon, fosse até o apartamento para checar o que poderia ter ocorrido. 

O jovem, natural de Santa Cruz do Rio Pardo (SP) e que morava no apartamento do ex-marido, foi encontrado morto caído no chão de seu quarto, vestindo terno e segurando uma taça de vidro. O caso traz indícios, em mesma proporção, de que a morte pode ter sido ocasionada por um acidente, homicídio ou até suicídio.

Seis dias após a data em que o corpo foi encontrado, agentes foram ao endereço em busca de imagens de câmeras de segurança do prédio ou da rua que pudessem ser úteis à investigação, mas não encontraram. A primeira testemunha do caso foi chamada para depor na última quarta-feira (9).

(Foto: Reprodução)

Polícia investiga bilhetes encontrados no local

O assessor de imprensa João Paulo Giacon foi quem encontrou o corpo de Wellington no apartamento. Após chegar no local, ele encontrou as portas do quarto e da cozinha fechados. Havia poucos dias que o jovem havia se mudado para aquele endereço.

Na sala, João Paulo ele encontrou um pedaço de papel com uma seta apontando para o roteador do sinal de internet no apartamento. Em cima do aparelho, um novo bilhete com a orientação: “Ligar o Wi-Fi“. No momento, ele não entendeu os recados e seguiu em direção à porta do quarto.

Ao se deparar com o corpo, pegou uma faca e começou a rasgar as camadas de saco plástico em volto na cabeça do jovem. “Eu não tinha dúvidas de que aquela pessoa estava morta. Abri mais para ter certeza se era mesmo o Wellington“, conta João, conforme a reportagem do site UOL.

Após a chegada da polícia, uma médica do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) identificou um terceiro bilhete na casa, que João não havia notado. Estava ao lado do corpo e trazia a seguinte mensagem: “Não tire o celular da tomada“.

A polícia levou um aparelho de telefone para que fosse submetido à perícia. Também foram identificados vestígios semelhantes a drogas, cartões de crédito espalhados pela cama e uma camisinha fora da embalagem ao lado do corpo.

De acordo com a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), o caso é apurado no âmbito do 14º DP (Distrito Policial). “Equipes da unidade estão realizando diligências. Laudos periciais também foram solicitados e serão analisados tão logo sejam concluídos“, informou a Secretaria.




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Jornalista gaúcho formado na Universidade Franciscana (UFN) e Especialista em Estudos de Gênero pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)