Em 1992, a banda Nirvana fez uma apresentação no famoso programa Saturday Night Live e, visando provocar os homofóbicos do país, resolveram dar um beijo gay no final do programa.

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O elenco e os convidados musicais tavam festejando enquanto os créditos passavam na tela, e o baixista puxa o baterista David Grohl e dá um beijo na boca, aparentemente de língua. O vocalista Kurt Cobain ri e aproveita a situação para beijar o colega e depois roda nos braços de Grohl.

Segundo o baterista, o objetivo dos beijos era “irritar os rednecks e homofóbicos”, algo que aparentemente deu certo, considerando que nas reprises do SNL houve uma censura das cenas dos beijos.

Com informações do Rolling Stone.

ATIVISMO LGBT

O Nirvana, especialmente seu vocalista, Kurt Cobain, eram veementemente contra a homofobia e a favor dos direitos humanos. Cobain, quando morava em Aberdeen, Seattle, andava pelas ruas e pichava as paredes com tinta spray com os dizeres “Deus é gay”, chegando a ser preso por seu comportamento. Na coletânea “Incesticide”, o Nirvana colocou no libreto os seguintes dizeres:

“Se qualquer um de vocês em qualquer sentido odeia homossexuais, pessoas de outras cores ou mulheres, faça-nos um favor: nos deixe em paz! Não venha aos nossos shows e não compre nossos discos”. A contundente afirmação iluminava um sentido profundo por trás do Nirvana que por vezes acaba eclipsado justamente pelo imenso sucesso que a banda alcançou: há quase 30 anos, solitária em um cenário musical dominado por homens, pelo machismo, o sexismo e a corrida comercial, o Nirvana era não só uma banda que sublinhava a importância do feminismo, como denunciava a masculinidade tóxica, a desigualdade de gênero, a homofobia e a violência masculina – acima até mesmo de seu próprio sucesso.

Cobain também já deu declarações em diversas entrevistas se posicionando favorável aos direitos LGBTQ+, além de ser muito firme em seus posicionamentos.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".