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O ator Leonardo Vieira (53) concedeu uma entrevista ao podcast “Novela das 9”, do GShow e comentou que foi obrigado a “sair do armário” quando veio a público uma imagem dele dando um beijo em um outro homem.

“Eu tive que falar sobre o assunto, não decidi, decidiram por mim. Foi o famoso ‘arrancado do armário’. Um paparazzo me fotografou em uma festa dando um beijo em um rapaz que, na época, nem era o Leandro (marido de Leonardo), a gente tinha brigado, estava separado. Fui curtir um dia e um paparazzo me pegou (risos). Tive que me posicionar”, contou Vieira.

Leonardo Vieira também comentou que precisar dizer que é gay depois da exposição foi um período difícil: “Não foi um momento fácil, porque sempre fui discreto na minha vida, em tudo mesmo, na minha, fechado. Não sou o tipo de pessoa que fala de um problema para um amigo, por exemplo. Tive minha exposta de uma forma como nunca antes. Fui exposto, não me expus”.

Leonardo Vieira diz que foi "arrancado do armário"
Reprodução

A situação ocorreu em 2017, quando o ator foi flagrado beijando outro homem na saída de uma festa, no Rio de Janeiro, e passou a ser vítima de ataques homofóbicos nas redes sociais. Na ocasião, ele divulgou uma carta aberta dizendo que nunca escondeu sua sexualidade e que apenas “não tocava no assunto”.

“Nunca escondi minha sexualidade, quem me conhece sabe disso. Não estou ‘saindo do armário’ porque nunca estive dentro de um. Também nunca fui um enrustido. Meus pais souberam da minha orientação sexual desde quando eu ainda era muito jovem. No início não foi fácil pra eles, pois somos de famílias católicas e com características bem conservadoras, mas com o tempo eles passaram a me respeitar e aceitar a minha orientação. Eles puderam perceber através da minha conduta que isso era apenas um detalhe da minha personalidade. Eles entenderam que o filho deles podia ser uma boa pessoa, honesto, bom caráter, bom filho, bom amigo, mesmo sendo gay”, disse na época.

“Agradeço sinceramente ao site e ao fotógrafo que publicaram as fotos do beijo, pois assim me vi na obrigação de escrever essa carta e deixar clara a minha posição, tirando assim um peso que carrego há anos nas costas, além de poder ajudar a tantas pessoas que sofrem preconceitos, discriminação  ou ainda não assumiram sua sexualidade. Estou me sentindo bem mais leve, mas poderia estar me sentindo bem mais pesado caso eu não tivesse o suporte da minha família e amigos. Embora a publicação tenha me feito um grande favor, pode ter me prejudicado imensamente profissionalmente (só saberemos no futuro) ou poderia ter destruído minha família, se por acaso eles já não soubessem da minha situação. Infelizmente a mesma mídia que se diz contra a intolerância, a discriminação e o preconceito alimenta esses sentimentos irresponsavelmente sem medir as consequências”, diz ele.

“Existem mulheres e homens na internet dizendo coisas horríveis a meu respeito. Tenho sofrido ataques homofóbicos pelo fato de ter sido fotografado beijando um homem. Ser um ser humano com bom caráter, honesto, amigo, leal, educado, gentil, generoso e outras qualidades é muito mais importante do que  quem você beija ou se relaciona sexualmente, independentemente se você é homem ou mulher. Por isso, estou indo à Comissão de Direitos Humanos entender quais são os meus direitos como cidadão e, quem sabe, assim servir de exemplo para que meu caso não seja mais um e isso possa mudar algo na nossa legislação”, finalizou.




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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"