Uma semana no Top 10 de produções mais assistidas na Netflix, o reality show The Circle Brasil estreou a primeira temporada em março com elenco empoderado. Na dinâmica, os participantes foram convidados a morar em um prédio em Manchester, na Inglaterra, sem ter contato presencial uns com os outros. Usando apenas a rede social “Circle”, cada competidor criou seu respectivo perfil (verdadeiro ou não) e, ao final de doze episódios, vence quem conseguir mais popularidade entre eles mesmos.

Blazute the cicle brasil
Lucas e Marcel Blazute criaram a personagem Luma para o The Circle Brasil (reprodução/Instagram)

“O elenco tinha bissexual, gay afeminado, gay padrão. Foi gratificante ver o quanto a nossa turma estava bem representada”, pontua Marcel Blazute, que criou, ao lado de seu irmão gêmeo, a personagem Luma. “São tribos muito diferentes. A gente tem uma ganhadora negra. Tem todos os tipos de gays, tem a branquela, a negona, o gordo, o magro. Achei muito bem pensado. Isso atrai um público muito maior ao programa”, disse em entrevista ao UOL a outra metade da personagem Luma, Lucas Blazute.

Finalizado o reality show, o ex-participante Lucas Blazute escolheu Itapetininga para fazer o distanciamento social voluntário para contenção do coronavírus. O GAY BLOG BR foi atrás de Lucas para saber se Ione Lao ou a novela Éramos Seis influenciou a escolha de seu espaço na quarentena.

– O senhor gosta do carnaval de Itapetininga?
Nunca passei o carnaval aqui, gosto de lugares bem movimentados.

– Por que você está aqui?
A família do meu namorado mora aqui, preferimos nos isolar aqui nessa quarentena.

– Itapetininga é um lugar de igreja, lugar de cristão?
Vou te falar aqui aqui nunca fui à igreja, mas vejo sim a população bem religiosa.

– Já provou o bolinho de frango? 
Assim que soube do bolinho eu já quis provar, amo provar comidas novas, ainda mais as típicas! DELICIOSO, quero mais.

– Existe lifestyle LGBT+ ou lugares friendly em Itapetininga?
Uma das coisas que sinto muita falta aqui, não tem diversão específica para o público gay. Costumo ir no bar Fecha Nunca, no Maestro Burguer, no Red Salt e na padaria São João (risos).

– O que é o melhor e o pior de Itapetininga?
O melhor é esse jeitinho fofo de cidade de interior, pessoas simpáticas. O ruim acaba sendo a falta de opção pra fazer coisas à noite, tipo festas etc.

– Como foi o processo de descoberta da sexualidade para você e seu irmão?
Foi bem tenso pro meu irmão, que revelou primeiro. Depois de anos eu falei pra minha família também. O processo foi mais tranquilo pra mim.

– Como você conheceu o seu namorado? Há quanto tempo estão juntos?
Nos conhecemos no verão, na praia! Foi pelo Tinder. Estamos mais de um ano juntos.

– E como como rolou o convite para participar do The Circle Brasil?
Li sobre, fiz a inscrição. Eles adoraram a ideia de ir gêmeos na edição.

– Já fez um perfil fake em alguma rede social?
Já tive perfil oculto, mas um fake, estilo a Luma do The Circle, nunca.

– Era possível ouvir o barulho dos vizinhos no reality?
Não escutávamos nada um do outro. Acredito num isolamento acústico e uma boa distribuição dos players.

– Analisando agora, teria mudado a estratégia ou feito algo diferente?
Com certeza teria julgado menos e me aberto mais!

– Com quais participantes vocês desenvolveram mais afinidade após o reality?
Falamos com todos eles. Tenho um carinho real por eles.

– Há algum projeto para o alter ego Luma ou foi só uma brincadeira para o jogo?
Criamos a Luma pro jogo, mas estamos vendo o quanto ela faz parte da gente! Agora é um pedaço nosso e vamos começar projetos! Quem sabe um canal ou até um programa.