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A “Era de Ouro do Cinema Americano”, período entre os anos 1920 aos 1960 em Hollywood, foi considerando um momento fértil e glamouroso para os filmes musicais, os estúdios como a MGM, Warner Bros., 20th Century Fox, RKO, Paramount e os estúdios Disney, que se destacavam na produção e distribuição nacional e internacional de longa-metragens.

Muitos atores gays, para ter uma carreira promissora, viviam atuando uma heterossexualidade na vida real, vivendo a homossexualidade em segredo, quase que de modo “clandestino”.

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Montgomery Clift – crédito: reprodução

Um desses casos era do ator Montgomery Clift. Nascido em 1920 nos Estados Unidos, aos 13 anos já estava na Broadway e chamava a atenção não apenas por ser um rostinho bonito com olhos verdes, mas também pelo talento.

Clift atuou em diversos filmes famosos, como Um Lugar ao Sol (1951), ao lado de Elizabeth Taylor, que veio a ser uma de suas melhores amigas e confidentes. A dupla já havia trabalhado junto dois anos antes em A Herdeira e, posteriormente, em A Árvore da Vida e Bruscamente no Verão Passado, se tornando um dos casais do cinema mais amados pelo público. A imprensa até cogitou que eles iriam casar na vida real, mas Taylor sabia que Clift era gay e ambos eram grandes amigos.

Com Elizabeth Taylor - Reprodução
Com Elizabeth Taylor – Reprodução

Em 1948, debutou no cinema em “Rio Vermelho”, com John Wayne e Walter Brennan. Tanto Wayne como Brennan se indispuseram com homossexualidade de Clift e se mantiveram afastados dele durante as gravações do filme. Por sua parte, Clift se sentia ofendido pelas inclinações ultraconservadoras dos atores. Posteriormente, em 1958, o ator recusou um papel em “Rio Bravo”, que o teria reunido novamente com Wayne e Brennan, deixando seu papel para Dean Martin.

Montgomery Clift - Um dos galãs gays da Era de Ouro de Hollywood
Montgomery Clift – Um dos galãs gays da Era de Ouro de Hollywood – Reprodução

Ao contrário dos rumores da época, que apontavam que ele vivia atormentado por ser gay, um documentário de 2018 chamado “Making Montgomery Clift”, realizado pelo seu sobrinho, mostra que o ator sempre soube lidar com a orientação sexual, assim como a sua família. Algumas fontes alegam que Clift era bissexual e chegou a ter relacionamentos com mulheres. Seu biógrafo, Michelangelo Capua afirma que “Monty dormiu tanto com homens como com mulheres, esperando descobrir suas próprias ‘preferências’ sexuais”. Diz ainda que a mãe de Clift “fala sem problemas da homossexualidade do filho: ‘Monty se deu conta que era homossexual muito cedo. Creio que tinha doze ou treze anos”.

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Montgomery Clift – crédito: reprodução

Clift chegou a ser nomeado ao Oscar de melhor ator por sua interpretação em “Perdidos na Tormenta”, em 1948. Desde então, começaria um novo modelo de ator protagonista: sensível, emocional e com uma beleza melancólica.

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Em 1965, após retornar de um jantar na casa de Taylor, Clift bateu o carro violentamente em um poste, fraturando vários ossos do rosto, quebrando dentes e tendo muitas escoriações. Após ter a face reconstruída, voltou ao cinema, porém as dores do acidente o deixou viciado em analgésicos e álcool. Com a carreira em decadência, contou com a ajuda de Taylor para voltar às telonas, já que estava sendo boicotado pelos grandes estúdios.

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Montgomery Clift – crédito: reprodução

Em 1966, Montgomery Clift foi achado morto em sua banheira aos 45 anos. A autópsia revelou morte por parada cardíaca, mas foi descoberto algo que nem mesmo o ator sabia, que era tireoide hipoativa, uma condição que afeta a pressão sanguínea e causa um estado de lentidão na pessoa, o que provavelmente estava relacionado ao acidente de carro.

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Montgomery Clift – crédito: reprodução

Making Montgomery Clift

Contado a partir do ponto de vista de seu sobrinho, o documentário revela imagens de arquivo do ator que retratam sua grande intensidade e sensibilidade. A obra também expõe seus problemas com o álcool e drogas e a fama de temperamental longe dos holofotes.

Outro trabalho interessante sobre gays na Era de Ouro, é a série “Hollywood”, de Ryan Murphy, que está disponível na Netflix.

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