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O padre Francisco Oliveira (45) que acidentalmente publicou um vídeo pornográfico gay em um grupo de WhatsApp anunciou, no último dia 14 de fevereiro, que vai sair da paróquia de Oliveira dos Campinhos, distrito de Santo Amaro, cidade do recôncavo baiano, onde atuava há sete anos. As informações são do G1.

A página oficial da paróquia no Facebook exibiu um comunicado escrito pelo próprio padre reiterando que não enviou o vídeo no grupo de propósito, mas que decidiu sair da paróquia porque parte dos fiéis pararam de contribuir com o dízimo.

“Estão tramando algo contra a paróquia, motivando as pessoas a não contribuírem mais com o dízimo e as ajudas para os festejos paroquiais. E vocês sabem, sem a ajuda não poderemos caminhar, então por causa disso decidi deixar a paróquia, para ver se acalma os corações inflamados”, escreveu o padre.

Francisco Oliveira também comentou que conversou com um bispo e teria recebido apoio em relação à saída. Na declaração, ele pediu desculpas mais uma vez e agradeceu as amizades que fez na paróquia.

“Acredito eu que neste tempo procurei fazer o bem, se fiz algo que não agradou peço desculpas, agradeço pelo carinho, acolhida e amizade de todos que são meus verdadeiros amigos”, disse o padre.

O vídeo foi compartilhado no dia 2 de fevereiro em um grupo que reunia fiéis da igreja onde o padre atuava e, rapidamente, os “prints” viralizaram na internet, causando polêmica.

Ao G1, o padre disse que enviou por engano o conteúdo ao grupo, intitulado “Sagrada Família“. Ele alegou que tem problemas de coordenação motora e acabou postando o material de forma involuntária após tentar apagar o vídeo, que havia recebido de outro contato.

Sou portador de uma comorbidade, e não tenho coordenação motora. Recebi muitos vídeos pornográficos. Como não dou ‘Ibope’ a essas coisas, excluí. No momento em que apertava a lixeira do aparelho, entrou uma mensagem do grupo da Sagrada Família e o vídeo foi parar no grupo. Foi por engano”, explicou o religioso.

Após enviar o vídeo, alguns fiéis questionaram a mensagem e saíram do grupo. “Meu Deus, que absurdo é esse?”, indagou um membro da paróquia que estava no grupo. “Uma vergonha! Estou fora”, disse outro.

O padre só percebeu a falha no dia seguinte, após ver as mensagens dos fiéis reclamando. “Um integrante do grupo se posicionou, questionou fui averiguar e o vídeo estava no grupo. Apaguei e me retratei com o grupo contando o que aconteceu”, contou Francisco.  Ele ainda disse que a Diocese de Cruz das Almas compreendeu a situação e não será punido.




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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"