GAY BLOG BR by SCRUFF

Durante uma entrevista a um podcast, o ator inglês de filmes adultos, Danny D (34), disse que inicialmente trabalhava como pedreiro, até que um dia ele foi a um festival na Alemanha e seus amigos viram o tamanho de seu pênis, aconselhando-o a entrar na indústria pornô. As informações são do Extra.

O ex-pedreiro contou que estava transando durante o festival quando um amigo perguntou: “o que há de errado com o seu pênis?”, se impressionando pelo tamanho mais avantajado.

O amigo correu para contar ao grupo de amigos sobre a descoberta, e outros homens queriam “checar” para ver se o membro de Danny era grande mesmo. Após várias tentativas, ele acabou mostrando. Até então, o ator acreditava que o tamanho de seu órgão genital não fugia do padrão, mas todos os seus amigos ficaram “boquiabertos”.

Desde então, ele abandonou a carreira como pedreiro e passou para a indústria pornográfica, atuando também como diretor.

Pedreiro vira ator pornô após amigos se impressionaram com tamanho de seu membro
Reprodução

PÊNIS AO LONGO DA HISTÓRIA

De acordo com o livro Greek Homossexuality, lançado em 1978 pelo historiador Kenneth Dover, na Grécia antiga a sociedade valorizava os pênis de tamanho pequeno, pois na época julgavam que os grandes eram feios e grosseiros, coisa de “bárbaro”.

A associação era: quem tem pênis pequeno tinha um rosto bonito e um intelecto mais aprimorado, sendo as pessoas mais elegantes, enquanto os que tinham pênis grandes eram os de rosto feio, não eram inteligentes, os “deselegantes”.

Por essa mesma razão que as estátuas antigas representando os deuses da época sempre os retratam com o órgão genital pequeno. Já os romanos, que vieram posteriormente, tinham outra cultura e valorizavam os pênis grandes como símbolo de virilidade, e alguns generais eram promovidos devido ao tamanho de seus órgãos genitais.

Assim como os valores de uma sociedade vão mudando em diversas questões ao longo da história, o mesmo vale para o pênis, sendo que hoje em dia a valorização é pelo tamanho mais avantajado.

Um estudo realizado por pesquisadores do King´s College London com 15 mil homens ao redor do mundo concluiu que a média mundial de tamanho de pênis quando ereto é de 13,12 centímetros. No entanto, cada país tem sua média, e no Brasil é de 15,7 centímetros.

Entende-se que um tamanho normal é aquele que varia de 12 a 17cm. Acima disso é considerado grande, e menos que 12 é pequeno, mas que não impede de uma pessoa ter relações sexuais saudáveis a menos que tenha uma condição chamada micropênis.

Pessoas com micropênis são aquelas que tem menos de 7cm em estado ereto, dificultando a penetração e o desempenho sexual, além de trazer diversos problemas de ordem emocional.

No entanto, a maioria dos homens que procuram um consultório de urologia para relatar que sofrem por terem pênis pequeno têm apenas uma questão psicológica.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, menos de 1% das pessoas que buscam aumentar o órgão genital têm, realmente, algum problema médico, sendo apenas uma questão de vaidade que atrapalha a autoconfiança e a autoestima.

Em casos mais graves, há uma condição chamada “transtorno dismórfico corporal peniano”, que assim como outros transtornos, independente do tamanho real, é uma causa de intenso sofrimento que impede a pessoa em ter uma vida saudável. Dá para fazer uma analogia a anorexia nervosa, que mesmo a pessoa estando muito magra, ela continua se achando gorda.




Junte-se à nossa comunidade

Mais de 20 milhões de homens gays e bissexuais no mundo inteiro usam o aplicativo SCRUFF para fazer amizades e marcar encontros. Saiba quais são melhores festas, festivais eventos e paradas LGBTQIA+ na aba "Explorar" do app. Seja um embaixador do SCRUFF Venture e ajude com dicas os visitantes da sua cidade. E sim, desfrute de mais de 30 recursos extras com o SCRUFF Pro. Faça download gratuito do SCRUFF aqui.

Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"