GAY BLOG BR by SCRUFF

Neste sábado (7), véspera do Dia das Mães, a cantora Pepita anunciou a adoção de seu primeiro filho com Kayque NogueiraLucca Antonio, de cinco meses. Esse era um sonho da artista, que já havia falado abertamente sobre maternidade há algum tempo. Em conversa com a revista Marie Claire, ela contou detalhes sobre o processo de adoção e o sentimento de felicidade de ser mãe.

Pepita apresenta Lucca Antonio em ensaio com o marido (Foto: Reprodução/ Instagram)

Sei que outras manas também têm esse mesmo sonho que eu e torço para que consigam realizar. Sei que tenho representatividade, mas quero ver outras alcançando tudo que alcancei. Tem muita Pepita por aí que precisa ser enxergada como ser humano e merece ser feliz, se casar e ser mãe“, pontuou a artista. 

Embora Pepita só tenha revelado a novidade neste sábado, a adoção aconteceu em 30 de novembro de 2021, dois dias após o nascimento de Lucca. À revista, a artista revelou que  ficou dois anos e cinco meses na fila de adoção, até ser pega de surpresa com a notícia.

Senti muito carinho e respeito, além de uma torcida enorme para tudo dar certo. Toda vez que eu me encontrava com as assistentes sociais e psicólogas eu via uma torcida muito grande delas em me ver como mãe“, contou. “Elas diziam que eu seria a melhor mãe do mundo e ouvir isso de mulheres cis é assustador e emocionante ao mesmo tempo, porque você não espera ouvir isso das pessoas nesse país cercado de preconceito, de nãos e de dedos apontados para nós“, acrescentou a artista.

Pepita ainda revelou à revista que não deseja parar no primeiro filho e, caso venha uma menina, já tem até um possível nome: Maria Antônia. “Quero muito (ter mais filhos), é uma experiência surreal e estou vivendo a melhor fase da minha vida. Na escolha do nome, o Kayque queria Lucca e eu queria Antonio, então colocamos Lucca Antonio e achei que ficou muito legal. É um nome que acho bonito e sempre achei muito forte. Se fosse menina seria Maria Antonia”, contou.

Sobre o seu primeiro Dia das Mães como mãe, a cantora diz que o sentimento é de gratidão: “Me cobro muito para ser uma boa mãe. Sei que isso também representa muito porque a maioria das pessoas trans na minha idade (37 anos) não estão vivas e não conseguiram realizar metade das minhas conquistas. Para quem carrega a letra T é tudo muito difícil e complicado, mas é muito legal e gratificante eu conseguir realizar isso e quebrar um pedaço de um muro sendo mãe, sempre lutando para ser a melhor possível“.

(Foto: Reprodução/ Instagram)



Junte-se à nossa comunidade

Mais de 20 milhões de homens gays e bissexuais no mundo inteiro usam o aplicativo SCRUFF para fazer amizades e marcar encontros. Saiba quais são melhores festas, festivais eventos e paradas LGBTQIA+ na aba "Explorar" do app. Seja um embaixador do SCRUFF Venture e ajude com dicas os visitantes da sua cidade. E sim, desfrute de mais de 30 recursos extras com o SCRUFF Pro. Faça download gratuito do SCRUFF aqui.

Jornalista gaúcho formado na Universidade Franciscana (UFN) e Especialista em Estudos de Gênero pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)