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segunda-feira, 18 novembro 2019
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12,5% dos cachorros vivem em lares LGBT no Brasil

De acordo com um levantamento feito pelo DogHero, 12,5% dos cachorros brasileiros vivem em lares LGBT. Desse total, 7,8% das pessoas se classificaram como homossexual e 4,7% como bissexual.

O estudo foi realizado entre os meses de julho e agosto e envolveu 10 mil pessoas espalhadas por todo o Brasil. A pesquisa também questionou aos donos uma nota de 0 a 10 para a frase: “quanto você concorda com a frase ‘Meu cachorro é como filho para mim'”. 77,9% das pessoas deram nota 10.

A pesquisa também mostrou que 45,2% dos participantes adotaram seus filhotes de quatro patas, 64,8% são pais de apenas um cachorro, sendo que 70,4% dos cães são adultos. Além disso, 51% dos respondentes moram em apartamento, 47,6% são casados e 74,3% não têm filhos.

Homossexualidade no mundo animal

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Já foi observado comportamento homossexual em mais de 1.500 espécies de animais e em praticamente todos os mamíferos, sendo algo bastante comum.  De acordo com a bióloga Luiza Cervenka de Assis, em um blog do Estadão dedicado ao mundo animal, cães e gatos podem ter comportamento homossexual.

“A homossexualidade restrita, com parceiro para a vida toda e constituição de família, foi apenas observado em alguns grupos de animais domesticados, como os carneiros. Nas outras espécies, nada foi comprovado cientificamente.” – diz.

No caso dos cães e gatos há vários fatores que podem resultar em comportamento homossexual, como a taxa de machos e fêmeas dentro de um mesmo ambiente; a alimentação, a atividade física e até a liberação de hormônios sexuais acaba sendo alterada quando comparado aos animais selvagens.

“Cães machos, não castrados, na juventude, por volta dos dois anos, estão com os hormônios a flor da pele. Ao encontrar qualquer outro cão, tentarão copular. Não importa se é macho ou fêmea.”

Quando em um ambiente há mais animais machos do que fêmeas (ou vice-versa), há uma tendência maior em haver casais homossexuais.

“Talvez, muitas espécies seriam melhor descritas como bissexuais, pois transitam facilmente entre os dois comportamentos e não mostram uma orientação sexual definida. Talvez o preconceito de se relacionar com indivíduos do mesmo sexo seja um tabu para humanos, mas não para os nossos peludos.” – finaliza