O intérprete de Ross Geller em Friends, David Schwimmer, disse no programa Entertainment Tonight que a série não fez “esforço o suficiente” para ter pessoas que não fossem brancas e héteros.

“Parecia errado não haver representação suficiente no programa” – disse, também expressando que gostaria que a série tivesse um reboot com pessoas não-brancas: “Talvez deva haver ‘Friends’ totalmente negros ou amigos asiáticos” – disse.

Ele também diz que sentiu falta de representatividade nos relacionamentos do personagem que ele interpretava em Friends: “Eu apenas pensei, realmente senti que Ross deveria namorar outras mulheres, de todas as etnias.”

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Apesar disso, ele também elogiou a série dizendo que esta abordava temas relacionados à sexualidade em uma época em que o assunto era pouco retratado na TV.

“[Friends] estava fazendo algumas coisas incríveis. Se você se lembra do piloto, meu personagem estava perdendo a esposa para uma mulher. A maneira como eles retrataram o casamento gay no programa e como nós, como família, fizemos funcionar, eu achei ótimo”. 

Já no início do ano, Schwimmer concedeu uma entrevista ao The Guardian, que endossa o discurso de que Friends era uma série a frente do seu tempo em questões de minoria.

“Eu sinto que o problema hoje é que pouca coisa é considerada em seu contexto. Você tem de olhar pleo ponto de vista do que a série estava tentando fazer naquela época. Eu sou a primeira pessoa a dizer que talvez algumas coisas tenham sido inapropriadas ou insensíveis, mas meu barômetro estava ótimo já naquela época. Eu já estava ligado a questões de igualdade”.

Na mesma ocasião, ele também disse que durante as gravações do programa ele fazia campanhas para que Ross namorasse mulheres de outras etnias.

“Uma das primeiras namoradas que eu tive na série era asiática [Julie], e mais tarde namorei uma mulher negra [Charlie]. Foi efeito de um empurrão muito consciente da minha parte”. 

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".