Avaliada em R$ 800 mil, herança de Jorge Lafond é disputada na Justiça

Após o Tribunal de Justiça de São Paulo derrubar uma decisão que reconhecia união estável entre Jorge Lafond, a Vera Verão, e seu empresário, Marcelo Pádua, três primos do artista se tornaram herdeiros únicos

O Tribunal de Justiça de São Paulo derrubou uma decisão de novembro de 2021 que reconhecia união estável entre Jorge Lafond, a Vera Verão, e seu empresário, Marcelo Pádua. Os autores da ação que visou anular o entendimento de união entre os dois são três primos do humorista, tidos como herdeiros do ator. A informação é da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

Segundo a coluna,  a corte entendeu que, ainda que as provas indiquem que Lafond e Pádua tiveram um caso, a relação afetiva não se configurava como união estável, de acordo com o Código Civil. Para os desembargadores, não há, também, provas de que eles residiam no mesmo endereço. 

Jorge Lafond caracterizado de Vera Verão (Foto: Reprodução)

De acordo com a colunista, a sentença ainda cita uma ação movida por Pádua contra o INSS, a fim de receber uma pensão pela morte de  Lafond, que não teve êxito por falta de provas da união. O empresário morreu em 2020, em decorrência de um infarto, e passou a ser representado por sua mãe na ação.

Os primos do humorista seriam os herdeiros do valor de três seguros de vida de Lafond que somariam cerca de R$ 800 mil. Além disso, o  artista deixou como herança uma casa em Mairiporã, comprada por ele da atriz Cassia Kis, afirma a colunista.  Para os herdeiros era uma questão de honra reparar essa decisão sobre a união estável“, diz o advogado Adilson Carvalho de Almeida, que representa a família.

No dia 17 de novembro de 2002, Lafond foi internado com diagnóstico de crise hipertensiva. Depois de várias internações e retornos para a casa, ele faleceu no dia 11 de janeiro de 2003, vítima de um infarto fulminante. Em 2000, ele definiu-se como “um negro homossexual, pobre, que veio do subúrbio do Rio de Janeiro, da Vila da Penha, e que hoje conseguiu esse estrelato que, pra mim, é uma coisa legal. Consegui realizar todos os objetivos que tinha na vida”.

Jorge Lafond em outubro de 2002, cerca de três meses antes de sua morte. (Foto: Vidal Cavalcante / Estadão)



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Jornalista gaúcho formado na Universidade Franciscana (UFN) e Especialista em Estudos de Gênero pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

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