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O filho do sultão de Brunei, o príncipe Azim, morreu no último dia 24, aos 38 anos. A informação foi confirmada pelo governo local, porém, a causa da morte não foi divulgada – foi dito apenas que ele tinha sido diagnosticado com uma “doença grave”. A morte foi na capital, Dandar Seri Begawan.

Havia muitos rumores sobre uma possível homossexualidade de Azim, principalmente quando o blogueiro Perez Hilton alegou que ele era gay no momento em que  seu país de origem tinha a intenção de punir a homossexualidade com pena de morte. Informações divulgadas pela CNN na época diziam que a imposição de leis mais rígidas perante os gays poderia ser uma tentativa do sultão de “limpar a imagem de sua família”. 

O príncipe também ficou conhecido por ser um produtor de cinema de Hollywood e pelas festas extravagantes, contando com inúmeras convidadas como Pamela Anderson, Janet Jackson e Mariah Carey.

Morre príncipe Azim, filho do sutão de Brunei, um ano após vigorar lei que pune gays com a morte
Reprodução

“OS ENSINAMENTOS ISLÂMICOS PRECISAM FORTALECER” – DISSE PAI DE AZIM PARA PUNIR GAYS COM MORTE

Em 2019, as leis de Brunei foram revisadas e as penas foram mais endurecidas para diversos tipos de crimes. Segundo informações apuradas pela BBC, além dos gays poderem ser apedrejados até a morte, pessoas que forem pegas roubando poderiam ter suas mãos amputadas.

Em discurso público, o sultão (pai de Azim) Hassanal Bolkiah disse que a nova legislação era importante para endossar os ensinamentos islâmicos: “Eu quero ver os ensinamentos islâmicos neste país se fortalecerem”, afirmou na ocasião. Até então, a homossexualidade era considerada crime no país, mas a punição era de até dez anos de reclusão.

A pesquisadora da Anistia Internacional no Brunei na época, Rachel Chhoa-Howard, disse que as novas leis eram abusivas: “Essas cláusulas abusivas foram amplamente condenadas quando os planos foram discutidos pela primeira vez há cinco anos” – disse – “O código penal de Brunei é uma legislação profundamente falha que contém uma série de normas que violam os direitos humanos” – acrescentou na época.

A Organização das Nações Unidas (ONU) também repudiou a severidade das punições, dizendo que elas são “cruéis, desumanas e degradantes”.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".