A frente evangélica da Câmara Legislativa pede a revogação da lei que inclui a Parada do Orgulho LGBT+ no calendário de eventos do Distrito Federal.

O projeto de lei, de autoria de Chico Vigilante (PT), foi sancionado nesta terça-feira, porém, não agradou os religiosos. Com isso, os deputados Rodrigo Delmasso (Republicanos), Iolando Almeida (PSC), Martins Machado (Republicanos), Rafael Prudente (MDB) e Valdelino Barcelos (PP), emitiram um pedido para revogá-la.

“A parada fere os princípios basilares da fé, especialmente os consagrados pelo cristianismo, uma vez que durante esses festivais utilizam os símbolos religiosos de forma escandalosa e indecorosa, afrontando os pilares cristãos”, tentaram justificar os religiosos.

Além disso, um representante da Frente Parlamentar Evangélica disse que o quórum era muito baixo e, por isso, não passou pela devida discussão. Já Chico Vigilante contesta: “Todos eles estavam em plenário e não questionaram a matéria. É estranho que eles façam isso agora. Assim como tem o dia do evangélico, este é um dia de combate à homofobia”

Delmasso disse que a frente não é homofóbica, mas que a atitude é em prol da família tradicional: “A frente não é e nunca foi homofóbica. Só achamos que incluir no calendário do DF um evento que propaga pornografia e afronta a família tradicional não é o que a maioria das pessoas do DF querem. Se o evento fosse somente de cunho cultural, sem problemas. Mas sabemos que não é”.

Já o diretor da Aliança Nacional LGBT, Michel Platini, fez duras críticas aos religiosos: “A bancada evangélica mais uma vez destila o seu ódio contra a população LGBT e apresenta projeto para revogar a Lei  que inclui Parada do Orgulho LGBTS de Brasília no calendário oficial de eventos do DF. Não vão nos calar”

Fábio Felix (PSOL), primeiro deputado distrital abertamente gay, pondera que o projeto expressa a intolerância e o ódio contra a população LGBT+.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".