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O prédio da Justiça Federal, no Centro de Teresina, hasteou a bandeira LGBTQI+ neste dia 17 de maio como forma de celebrar o Dia Internacional Contra a Homofobia, Bifobia e Transfobia. As informações são do Cidade Verde.

“É um fato histórico já que a Justiça Federal autorizou a troca da bandeira da Justiça pela LGBTQI+, num grande reconhecimento e combate a homofobia”, disse André Santos, gerente Municipal de Direitos Humanos.

Santos reforça que denúncias podem ser feitas pelo número 153, ou na Delegacia de Combate aos Crimes Discriminatórios, além do Conselho e da Gerência de Direitos Humanos, que tem sede no prédio da Justiça Federal.

O prefeito de Teresina, José Pessoa Leal, aproveitou o dia para dar posse aos novos conselheiros LGBTQI+ que serão responsáveis para fiscalizar as ações municipais.

Bandeira LGBTQIA+ é hasteada no prédio da Justiça Federal em Teresina
Bandeira LGBTQIA+ é hasteada no prédio da Justiça Federal em Teresina – Reprodução

Há exatos 31 anos, a OMS reconheceu que a homossexualidade não é doença

Neste dia 17 de maio, é comemorado o Dia Internacional do Combate à LGBTfobia. A data é uma homenagem ao dia em que a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, em 1990. Desde então, tem-se usado “homossexualidade” no lugar de “homossexualismo”.

Ao longo da história, a homossexualidade foi vista das mais diferentes formas pelos mais diferentes grupos sociais. Sendo aceita, admirada, tolerada ou condenada, de acordo com as crenças e valores de cada cultura.

Na sociedade judaico-cristã, durante anos, a homossexualidade foi vista como doença e perversão. Em 1952, a Associação Americana de Psiquiatria publicou, no primeiro Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, que a homossexualidade era uma “desordem” e diversos estudos passaram a ser feitos para comprovar, através da ciência, que o “homossexualismo” era um distúrbio mental. Como não houve nenhuma conclusão, e os estudos apontavam que a homossexualidade era inata do ser humano assim como a heterossexualidade, a Associação Americana de Psiquiatria retirou o “homossexualismo” da lista de transtornos mentais em 1973.

Dois anos mais tarde, a Associação Americana de Psicologia também decidiu retirar a orientação sexual como um transtorno mental, e passou a classificar como uma variação da natureza. Apesar disso, a OMS classificou, em 1977, o “homossexualismo” como doença mental, sendo esta retirada em 1990 durante a revisão da lista de doenças no dia 17 de maio, sendo um importante passo para a aceitação da sociedade e a luta contra a LGBTfobia.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"