A organização de Londres “Opening Door” se uniu com a danceteria “Little Gay Brother” para criarem uma camiseta visando ajudar os idosos LGBT+, que são mais vulneráveis fisicamente e socialmente durante este período de pandemia.

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Na peça, há os dizeres “Amor não está cancelado” e todos os lucros serão revertidos a já citada “Opening Doors“, instituição de caridade destinada aos LGBTs.

A camiseta custa 22,50 euros (Everpress)

“A cena queer é mais do que apenas DJs, música, drag queens e festas; é feita de muitas pessoas LGBTQIA+ incríveis que dão suporte a cada evento” – disse a Little Gay Brother em comunicado oficial“E importante, nossa cena não seria nada sem o pioneirismo deles que pavimentaram o caminho para a liberdade que desfrutamos hoje. A geração mais velha dos LGBTQ+ precisam de nossa ajuda.”

A ideia é também promover companhia e amizade aos LGBTs que viveram os anos 80 e 90, considerando que 60% deles perderam amigos e namorados devido ao avanço da AIDS, segundo um estudo realizado pela The Williams Institute.

A “Opening Doors London” diz que o grupo precisa urgentemente de doações para reduzir continuarem seu trabalho em reduzir a solidão dos  idosos LGBT+, e para isso eles iniciaram uma campanha de financiamento coletivo. Já as blusas podem ser adquiridas na pré-venda.

Foto: Reprodução

O DIREITO DE ENVELHECER DOS LGBTS

Segundo o artigo de psicologia Sexualidade na velhice: Um estudo sobre o envelhecimento LGBT, a experiência LGBT é considerada uma construção social e não uma escolha como muitos tendem defini-la, e a invisibilidade que essa categoria sofre, já que há poucos estudos desenvolvidos por geriatras e geriontólogos perante o assunto, acaba resultando no isolamento e vitimização dos LGBTs mais velhos.

O artigo defende que, entre os LGBTs, há uma supervalorização da juventude e em muitos casos, ainda mais antigamente, há um desligamento com a família de origem, que geralmente é substituída por amigos ou pessoas que os aceitem incondicionalmente. Por isso, há uma necessidade de políticas públicas voltadas para este segmento da sociedade.

Entrevistando homens gays, os depoimentos convergem para o sentimento de que, antigamente, as relações eram sempre no sigilo e anonimato, e em muitos casos se relacionavam com mulheres na tentativa de esconder a própria homossexualidade. Por essa razão, os entrevistados tinham planos de viver projetos de vida que até então não puderam realizar, provavelmente se referindo a realização de seus desejos e vontades comuns, como se unir a alguém.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".