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Um comissário de bordo chinês foi demitido da companhia aérea em que trabalhava por um vídeo dele beijando outro homem ter chegado aos seus chefes. Antes da demissão, o funcionário identificado apenas como “Chai” foi suspenso por seis meses e teve uma redução de salário em 90%. As informações vieram de uma entrevista dele ao canal Associated Press.

Sobre se expor, ele acha necessário para que outros trabalhadores não passem pelo que ele está passando: “Eu não quero que ninguém que seja como eu seja tratado desta forma. Eu acho que eu represento um trabalhador comum, apenas pertencente a um grupo de minoria sexual” – ele disse – “Não devemos ser discriminados por isso, não devemos ser oprimidos e receber este tratamento injusto, por isto estou protestando”, disse o ex-comissário de bordo, que está processando a companhia aérea. Até então, ele nunca tinha falado abertamente sobre sua homossexualidade justamente pelo medo de ser repreendido e discriminado.

Comissário de bordo é demitido após seu chefe saber de sua homossexualidade
Reprodução

“Eu entendo o que significa para mim ir contra uma companhia tão grande, para lutar pelos meus direitos” – acrescenta – “Isso significa que eu não vou poder trabalhar novamente com o que amo, pelo menos não na China” – concluiu.

Esse não é o primeiro caso de discriminação em ambiente de trabalho no país asiático a repercutir internacionalmente. Em setembro de 2018, um professor da pré-escola na cidade de Qingdao também foi demitido quando ele “saiu do armário” nas redes sociais.

“Chai” e sua advogada. Reprodução

A China aprova o casamento civil igualitário desde 1997, mas não há leis que protejam os LGBTQIA+ e a sociedade chinesa é considerada bastante discriminatória em relação a esse recorte social. Muitos não revelam sua orientação sexual ou identidade de gênero pelo medo de impactar negativamente suas carreiras. O ativista LGBT Peng Yanzi, diretor de uma ONG que defende os direitos deste grupo, lamenta a ausência de leis:

“China não tem nenhuma lei anti-discriminação e não há nenhuma lei anti-discriminação no trabalho. Então, quando muitas pessoas encaram situações de discriminação, eles basicamente não tem leis para se apoiarem.” 

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".