Um bar gay de Curitiba chamado Odara Café decidiu reabrir no final de semana de páscoa e planeja novamente receber público também neste próximo. A atitude gerou polêmica, sendo que grande parte dos estabelecimentos seguem a recomendação de evitar aglomerações para  contenção do coronavírus.

Odara Café
Odara Café – Reprodução

Conversando com a Revista Lado A, um representante do bar afirma que o decreto estadual não afirma que os bares são obrigados a fecharem, indicando apenas que lugares com “mais de 50 pessoas” não podem funcionar.

Nesse contexto, o bar gay atende 15 pessoas em 250m², sendo uma pessoa a cada 16m². O bar afirma que as atividades passaram a ser encerradas a meia noite e está atendendo apenas aos finais de semana.

O organização também diz que está tomando todas as precauções, oferecendo álcool em gel e máscara. Fora que o estabelecimento afirma que é a favor da quarentena.

Coincidência ou não, a Secretaria de Saúde de Curitiba baixou um decreto normatizando a reabertura do comércio da cidade essa semana, porém, com o uso obrigatório de máscaras e capacidade máxima de 1 cliente por 9m2 no interior dos estabelecimentos.

Foto: LadoA / Reprodução

BALADAS NO RJ E EM SP SEM PREVISÃO DE ABRIREM

Se em Curitiba o Odara Café abriu, o mesmo não se pode dizer das tradicionais baladas que ocorrem no Rio de Janeiro e em São Paulo. No último dia 9 de abril, a The Week publicou no Facebook um vídeo de como seria a festa AcquaPlay, em São Paulo, que ocorreria justamente nesse dia.

Dedalos Bar, 269 Chilli Peppers, Bubu, BlueSpace e outras casas noturnas destinadas ao público LGBT de São Paulo estão sem previsão de retorno. O mesmo vale para a The Week do Rio de Janeiro e o Flórida, com sua tradicional festa Mad Party.

Vale dizer que nesse período de quarentena, muitos DJs estão utilizando as redes sociais para publicarem seus novos sets em transmissões ao vivo.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".