GAY BLOG BR by SCRUFF

O jornalista Daniel Adjuto, da CNN Brasil, declarou solidariedade ao senador gay Fabiano Contarato (Rede-ES) na CPI da Covid-19, vítima de homofobia do empresário Otávio Fakhoury.

“É importante trazer uma repercussão ao o que fez, em pronunciamento histórico, o senador Fabiano Contarato, na CPI da pandemia.”, disse Adjuto “Hoje quem fala é o empresário bolsonarista Otávio Fakhoury, acusado de disseminar fake news e investigado por isso. O senador Fabiano Contarato resgatou uma postagem do empresário, em que ele faz menções homofóbicos ao senador, que é gay, casado e tem filhos. E nesse momento, o senador, bastante emocionado, pediu a investigação do Ministério Público Federal de homofobia contra o empresário Otávio Fakhoury” continuou.

“O Fabiano Contarato foi corajosíssimo, e fez um pronunciamento histórico ao defender não só ele, mas defender a representatividade da classe LGBTQIA+, que nesse momento enfrenta muitos ataques, muitas críticas e muito preconceito. É histórico que um senador homem, homossexual, sente na cadeira da presidência de uma CPI e enfrente uma pessoa que fez ataques homofóbicos e que se desculpou da pior forma possível: pediu perdão dizendo que tem até amigos que são, e que foi brincadeira”, comentou.

“No Brasil, no mundo, não há mais espaço para brincadeiras que são crime. Homofobia é crime, homofobia mata diariamente. Não dá mais para tolerar. E é corajosíssimo o que Contarato fez hoje”, finalizou Daniel Adjuto.

Daniel Adjuto se solidariza ao discurso de Fabiano Contarato: "Homofobia mata!"
Reprodução

Fabiano Contarato fez um discurso na abertura da sessão da CPI da Covid neste dia 30 de setembro protestando contra uma frase homofóbica postada em uma rede social pelo empresário Otávio Fakhoury.

“O senhor não é um adolescente. O senhor é casado, tem filhos. A sua família não é melhor que a minha”, disse o senador.

Contarato também pediu que a Polícia Legislativa investigue Fakhoury por homofobia. O vice-presidente da CPI, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), pediu que o Ministério Público Federal seja informado sobre “ocorrência de eventual crime de homofobia por parte do depoente”.

“Eu aprendi que a orientação sexual não define caráter, a cor da pele não define o caráter, poder aquisitivo não define caráter”, disse Contarato em direção a Fakhouri. “Eu sonho com o dia em que eu não vou ser julgado por minha orientação sexual. Sonho com o dia em que meus filhos não serão julgados por ser negros. Eu sonho com um dia em que minha irmã não vai ser julgada por ser mulher e que o meu pai não será julgado por ser idoso”, declarou.




Junte-se à nossa comunidade

Mais de 20 milhões de homens gays e bissexuais no mundo inteiro usam o aplicativo SCRUFF para fazer amizades e marcar encontros. Saiba quais são melhores festas, festivais eventos e paradas LGBTQIA+ na aba "Explorar" do app. Seja um embaixador do SCRUFF Venture e ajude com dicas os visitantes da sua cidade. E sim, desfrute de mais de 30 recursos extras com o SCRUFF Pro. Faça download gratuito do SCRUFF aqui.

Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"