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A cantora Daniela Mercury regravou a música de axé “Milla”, canção de Manno Goes, após ele ter protestado no Twitter que o Netinho, que consagrou a faixa, ter cantado ela em um ato pró-Bolsonaro no dia 1 de maio sem a autorização dele. As informações são do Extra.

“Netinho ontem cantou Milla no ato em que pessoas brancas, na Paulista, gritavam ‘eu autorizo’, para Bolsonaro. Autorizam o quê? Golpe militar? Portanto, eu NÃO AUTORIZO esse débil mental de cantar minha música. Já entrei na justiça e retirarei todos os vídeos que tiverem isso”, comentou Manno no Twitter.

A versão de Daniela Mercury foi lançada no dia 17 de setembro propositalmente, considerando que o número é uma alusão ao que as pessoas precisavam apertar na urna eletrônica para votar em Bolsonaro.

“17 de lembra alguma coisa?”, pergunta Mercury em um dos vídeos. “O número 17 estava precisando de um banho de folha”, afirma em outra. “Aqui em casa, desde 2018 a gente pula do dia 16 para o 18”, completa.

Daniela Mercury disse: “Milla está salva. Milla livre para sempre. Eu queria trazer o espírito da liberdade para a música, mudando completamente a roupagem dela. Por isso, entrei numa área que faz parte da minha história: a música eletrônica percussiva. Ficou incrível”.

Daniela Mercury regrava "Milla" após compositor se envergonhar de bolsonarismo de Netinho
Reprodução

Netinho cantou a música de Manno Goes no dia 1 de maio, em São Paulo, em que manifestantes diziem “eu autorizo” sobre uma possível intervenção militar. A deputada Carla Zambelli passou a utilizar o trecho em que Netinho canta como “campanha política”, e Goes, não concordando, decidiu entrar na Justiça da Bahia contra a parlamentar.

“Eu não posso proibir ninguém de cantar uma música minha. O que o autor tem direito é de impedir de que essa música esteja vinculada com uma forma de divulgação que ele não concorde”, disse Goes em entrevista ao G1.

Netinho também resolveu entrar com uma ação por danos morais na 6ª Varada dos Juizados Especiais de Causas Comuns da Bahia, reclamando de “condutas abusivas” e “declarações ofensivas” contra ele. Após notificação judicial, a postagem de Manno foi apagada.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"