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A Netflix divulgou, no último dia 13 de julho, o trailer oficial do novo documentário de Ryan Murphy e Jason Blum, “Pray Away” que vai abordar a “terapia de conversão para orientação sexual”, que no Brasil ficou popularmente conhecida como “cura gay”. A produção chegará ao streaming no dia 3 de agosto.

O documentário conta a história do grupo Exodus International, fundado em 1976 por cinco evangélicos “ex-gays” que afirmavam que a pessoa podia ser  “liberta da homossexualidade” através da oração. No entanto, os cristãos continuavam sentindo o desejo sexual por pessoas do mesmo gênero, eles apenas renunciavam e lutavam “contra sua carne” todos os dias.

Em seu auge, a Exodus International foi composta por mais de 250 ministérios nos Estados Unidos e Canadá, mas em 2012, o presidente do grupo, Alan Chambers, renunciou seu cargo e declarou publicamente que acreditava que a “terapia” era prejudicial aos pacientes. A partir daí que a organização foi fechada devido a falta de provas da eficácia do procedimento, mas até hoje há alguns ministérios funcionando de forma independente.

CURA GAY: RELIGIÃO VERSUS CIÊNCIA

Os ex-gays são organizações estritamente ligadas a grupos religiosos, afirmando que é possível alterar a orientação sexual de um indivíduo através do poder da fé. No entanto, o consenso da visão científica é que a homossexualidade ou bissexualidade são variações normais do desejo sexual humano.

Ao longo da história houve diversos tratamentos cirúrgicos e psicológicos para alterar o desejo sexual, incluindo histerectomia, ovariectomia, clitoridectomia, castração, vasectomia, lobotomia, tratamento hormonal, choque farmacológico, terapia de aversão, eletrochoque, terapia de grupo, hipnose e psicanalise.

Na segunda guerra mundial, a Alemanha Nazista também obrigava os homossexuais a terem relações sexuais com prostitutas, já que eles precisavam ser “recuperados” para voltar à prática reprodutiva. Em todos os casos, não foram constatadas mudanças no desejo sexual, causaram disfunções sociais, aumento de sintomas como depressão e ansiedade, além de tendências suicidas.

Caso a pessoa seja um homossexual ego-distônico, ou seja, ela sabe que é gay, mas gostaria de ser heterossexual e busque algum tipo de ajuda, os profissionais de saúde mental são orientados a fazer com que a pessoa se aceite, pois este é o único método comprovado cientificamente que mostra que as pessoas param de sofrer e se sentem melhores.

O consenso da comunidade científica é que não existe “terapia de conversão” (cura gay), e que renunciar seu desejo sexual prejudica a saúde mental. O que acaba com o sofrimento é a aceitação, não a reorientação.

Documentário de Ryan Murphy sobre traumas de suposta "cura gay" ganha trailer
Reprodução

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"