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O policial civil e empresário Eudes Patrício foi denunciado no último dia 11 de maio pelo crime de homofobia, por meio de uma representação cível e criminal enviada ao Ministério Público da Paraíba (MPPB). As informações são do g1.

Segundo o promotor de Justiça João Benjamin Neto, a ação foi enviada pelo Movimento Espírito Lilás (MEL), entidade que atua na defesa dos direitos humanos dos LGBTQIA+. Além disso, a representação foi recebida pelo núcleo de gênero, diversidade e igualdade racial (GEDIR/MPPB) e encaminhada aos promotores competentes que vão investigar o caso.

A polêmica se deu por postagens feitas em seu perfil particular no Instagram, onde em uma sequência de stories, ele criticou a campanha da Volkswagen referente ao Polo 2023. Nele, ele debocha por ter um Fiat 500 dizendo: “Quinhetinho agora é carro de homem”, e em seguida, ri do amigo que seria dono de um carro Polo.

Reprodução

Depois, ele compartilha uma sequência de vídeos, onde um homem está na frente de uma concessionária, dizendo que o veículo virou “carro dos gays”, e na legenda, ele escreveu “enquanto mantiver esses doentes militantes à frente das ações de marketing, vão continuar quebrando a cara”.

Em seguida, ele gravou um vídeo chamando de “animal incompetente” quem fez a campanha com o casal homoafetivo, dizendo que seria “doentio” colocar um casal gay em uma propaganda, pois a “maioria” dos consumidores do país seriam conservadores, e as empresas não deveriam representar pessoas LGBTQIA+ em meios publicitários por serem “minoria”. Ele também disse que colocar um casal gay em uma peça publicitária traria uma imagem negativa para a empresa. Após a repercussão negativa, ele deletou as postagens.

A academia Box10, propriedade de Eudes Patrício, postou nas redes sociais dizendo que posicionamentos publicados por qualquer integrante da empresa “representam, exclusivamente, a opinião pessoal de quem se manifesta”.

No entanto, o Supremo Tribunal Federal, desde 2019, considera que homofobia não é opinião. Segundo a Corte, “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito” em razão da orientação sexual da pessoa pode ser considerado crime, equivalendo ao crime de acismo, com pena de prisão e multa.




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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"