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O Ministério Público definiu as medidas a serem adotadas pela Escola Estadual Aníbal de Freitas, em Campinas (São Paulo), após o episódio do menino Lucas (11) que sofreu represálias após propor um trabalho cujo tema é o Mês do Orgulho LGBT. As informações são do G1.

O MP ordenou que a escola providencie a criação de um grupo de trabalho com pessoas e entidades que trabalham com LGBTQIA+. “A Promotoria pede que a escola preste informações sobre projeto de diversidade que deverá ser apresentado, abrangendo os estudantes, não apenas do ensino médio, além de pais e familiares, funcionários e professores, com a adequação e linguagem pertinentes à faixa etária e sem prejuízo dos trabalhos já desenvolvidos nessa direção”, informa o MP, em nota.

A reunião, que contou com a Secretaria de Edição e a Ordem dos Advogados do Brasil, foi realizada no último dia 25 e o resultado foi divulgado dia 29. Em nota, a Secretaria de Educação reforçou que a diretora e a professora mediadora permanecem afastadas, e que a Diretoria de Ensino Campinas Leste segue apurando o caso para posterior envio e análise por parte da pasta.

Escola LGBTfóbica que intimidou aluno deverá apresentar projeto sobre diversidade
Reprodução

“Cabe ressaltar que o respeito à diversidade faz parte do Currículo em Ação para que seja ensinado e aprendido nas escolas estaduais. Sempre dentro do contexto dos conteúdos escolares previstos para cada série e cada componente curricular. As escolas têm autonomia, dentro do seu projeto pedagógico, para organizar quando e de que forma essa temática será abordada. A EE Aníbal de Freitas, por exemplo, trabalha temas transversais, em parceria com a PUC Campinas, realizando diversas palestras relacionadas à temática LGBTQIA+, direcionadas à comunidade escolar”, diz a nota.

A polêmica com o Lucas se deu no dia 11, quando a irmã dele, Danielle (26), resolveu publicar os prints da conversa em uma rede social. “Oi gente, então, que tal a gente faz (sic) um trabalho sobre o mês do LGBT?”, comentou a criança, tendo uma série de reações negativas dos pais e responsáveis que chamaram a mensagem de “absurda” e “desnecessária”.

A diretora da escola, Elizabeth Azevedo, mandou uma mensagem endossando as atitudes LGBTfóbicas “Quem é você, por favor? Retire seu comentário, por favor. Muito obrigada. Diretora”. Em seguida, Lucas recebeu uma ligação da mediadora escolar, Marinês, que o ameaçou a tirá-lo do grupo caso o comentário não fosse removido, questionando também ao Lucas se ele “achava normal querer saber do assunto com a idade dele”. Continue lendo.




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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"