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A pastora Kakau Cordeiro, da Igreja Sara Nossa Terra em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, está sendo alvo de um inquérito da Polícia Civil após comentários contrários aos direitos LGBTQIA+ e da população negra durante uma pregação. O vídeo repercutiu nas redes sociais neste dia 2 de agosto. As informações são do G1.

“É um absurdo pessoas cristãs levantando bandeiras políticas, bandeiras de pessoas pretas, bandeiras de LGBTQIA+, sei lá quantos símbolos tem isso aí. É uma vergonha, desculpa falar, mas chega de mentiras, eu não vou viver mais de mentiras. É uma vergonha. A nossa bandeira é Jeová Nissi. É Jesus Cristo. Ele é a nossa bandeira”, diz a pastora.

“Para de querer ficar postando coisa de gente preta, de gay, para! Posta palavra de Deus que transforma vidas. Vira crente, se transforma, se converta!”, continua.

Segundo o delegado Henrique Pessoa, da 151ª Delegacia de Polícia, a fala da pastora fere o artigo 20 da Lei 7716/87, devido ao “teor claramente racista e homofóbico”.

“De tal modo que a pena é de 3 a 5 anos com circunstâncias qualificadoras por ter sido feita em mídias sociais e através da imprensa. De tal modo que já foi instaurado inquérito policial pelo crime de intolerância racial e homofóbica, de acordo com a recente previsão do STF”, disse o delegado.

A denúncia foi feita pelo ex-deputado estadual Wanderson Nogueira no Instagram: “Sei que meus amigos evangélicos não pensam assim. Sei que, nós que somos cristãos, não compartilhamos deste Cristo preconceituoso. Mas é preciso denunciar. Porque se no silêncio o fazem, se sentem encorajados a fazer no púlpito. Nem no silêncio, nem na vida isso é aceitável”. 

O Coletivo Negro de Nova Friburgo também divulgou uma nota repudiando a atitude da pastora: “Nós do Coletivo Negro Lélia Gonzalez NF denunciamos, condenamos e repudiamos qualquer forma de discriminação contra a classe trabalhadora e realizada pela mesma reproduzindo a lógica da classe dominante que é racista, facista, lgbtfobica, eugenista, branca, heteronormativa, patrimonialista, patriarcal, branca, lascivos e cristãos.

Não podemos dizer que todes cristãs tem comportamento e postura, como esta pessoa, porém não podemos ignorar que ela está expressando a hegemonia dominante. Não devemos naturalizar tais posturas, declarações sem que os órgão tomem devidas medidas, embora estes órgãos expressam interesses da classe dominante.

Quando ela faz este ataque, e a todes que defendem o direito da classe trabalhadora que são majoritariamente negras, quando ela de forma superior, ela concorda com a morte da juventude negra, desaparecimento de nossas crianças, e naturaliza feminicídio incidentes nas mulheres negras trans e cia, ela naturaliza o primeiro lugar de morte de mulheres trans e travestis e nosso encarceramento em massa nas senzalas modernas.

Racistas, genocidas, Eugenista, Lgbtfóbicos exploradores não passarão! Por uma sociedade onde a diversidade não seja instrumento de dominação e exploração”.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"

2 COMENTÁRIOS

  1. […] Condenado em 2012 por pregar ódio contra os judeus, o pastor da Igreja Pentecostal Geração Jesus Cristo no Rio de Janeiro Tupirani da Hora Lores publicou um vídeo, no último dia 05, propagando ódio a negros e gays. O propósito inicial do discurso seria ridicularizar a pastora Karla Cordeiro, que pediu desculpas à população após ter feito declarações racistas e homofóbicas na última semana. […]