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O ex-ator Guilherme de Pádua, assassino da atriz Daniella Perez no dia 28 de dezembro de 1992, tentou convencer os policiais que era vítima da história no dia seguinte mostrando o pênis aos agentes da lei.

A situação ocorreu quando ele foi interrogado por um delegado e, a cada momento, Pádua dava uma versão para o ocorrido. Depois de muita pressão, ele confessou o crime, mas não assumiu totalmente a culpa, tentando culpar a Daniella dizendo que ela estava o assediando, insistindo para ter um caso com ele, pois ela teria dito que o casamento com o ator Raul Gazolla não estava bem.

“Ele disse que Daniella o estaria assediando, teria interesse sexual, amoroso nele. E que ele estava começando a ter preocupação porque estava percebendo que isso estaria se refletindo, talvez por influência dela, na redação da mãe [Gloria Perez] dos capítulos [da novela De Corpo e Alma, na qual os dois atuavam]. E ela estava chegando a ameaçá-lo. Então ele diz que, para encerrar isso, ele a convence a conversar. Que foi Daniella quem o levou àquele local”, diz José Muiños Piñeiro Filho, promotor do caso na época.

Ex-ator Guilherme de Pádua tentou provar a inocência mostrando seu pênis a policiais
Guilherme de Pádua e Daniella Perez em uma foto promocional da novela “De Corpo e Alma”. Reprodução

Foi nesse contexto que Pádua se ofereceu para dar uma prova de que era muito apaixonado pela sua esposa na época, Paula Thomaz, que estava grávida de quatro meses.

“Ele quis se apresentar nesse primeiro momento como aquele homem heroico, que estava se sacrificando pela mulher que estava grávida, com quem ele vivia muito bem a ponto de se tatuar com o nome dela. Ele se oferece pra mostrar o pênis dele, porque tinha uma tatuagem, numa declaração de amor à mulher. E ao meu ver, eu estou convencido, ele queria já ali insinuar o envolvimento da mulher”, afirma o desembargador. “Pádua tinha o nome de Paula tatuado no órgão genital”, disse.

Guilherme de Pádua e Paula Thomaz foram condenados por homicídio qualificado. A pena dele foi de 19 anos em regime fechado, e a dela foi 15 anos. No entanto, os dois saíram da cadeia por bom comportamento em outubro de 1999, cumprindo apenas 6 anos e meio de pena.




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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"