Heterofobia em boate LGBT?

Em Campo Grande, uma das principais boates para o público LGBT fica Rua Marechal Rondon. A DAZA, se posiciona abertamente gay, inclusive tem a bandeira arco-íris em sua comunicação.

Neste último carnaval, a casa promoveu o Carnafronte, um evento particular que garantia segurança e ausência do preconceito ao público LGBT; para tanto, exigia nome na lista antes do evento começar. Os convidados (héteros ou não; cis ou não) que estavam com o nome na lista não pagavam entrada; ou seja, nome lista equivalia ao “VIP 00”.

Flyer do Carnafronte, da disco Daza
Flyer do Carnafronte, da disco Daza

Durante o evento, alguns grupos chegaram à festa sem ter nomes na lista e foram informados que era um evento particular – e LGBT. Dois homens, que aparentavam cada um ter 30 anos, se sentiram discriminados por serem heterossexuais e foram até Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), onde tentaram registrar boletim de ocorrência por constrangimento ilegal (crime de “heterofobia” inexiste no código penal).

Não houve briga, bate-boca ou algo do tipo com os seguranças ou funcionários da casa. Alguns clientes inconformados com o ocorrido até mandaram mensagem testemunhando o caso:

Reprodução Facebook

Reprodução Facebook

Reprodução Facebook

O clube Daza se disponibilizou a comentar o assunto e esclarecer que não houve constrangimento ilegal.

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