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Um homem chamado Alexander Jerich (20), que vandalizou um mural de rua LGBTQIA+ na Flórida a caminhonete de seu pai durante um comício do ex-presidente Donald Trump, foi condenado a escrever 25 páginas sobre o massacre da boate gay “Pulse”, ocorrido em 2016.

A audiência foi realizada na última quinta-feira (21), e o juiz Scott Suskauer quem determinou a sentença. Já Jerich foi preso em flagrante após usar a caminhonete do seu pai para deixar marcas de pneus queimados sobre um mural de arco-íris pintado em um cruzamento em Delray Beach, no dia 14 de junho de 2021, dois dias depois dela ser finalizada e vindo para celebrar o mês do Orgulho.

No dia do crime, um outro manifestante gritou “Alexander, destrua esse cruzamento gay”. Após ser acusado por uma testemunha, Jerich se declarou culpado no dia 1 de março deste ano. A redação sobre o caso da boate gay “Pulse” deve ser escrita antes da audiência marcada para o dia 8 de junho, quando o juíz decidirá a sentença completa.

Os promotores do caso solicitam que Alexander Jerich seja condenado a 30 dias de prisão e, após o cumprimento da pena, preste serviços comunitários e fique cinco anos em liberdade condicional. Já o advogado do réu, Robert Pasch, pediu que a sentença seja de apenas de três anos de liberdade condicional com serviço comunitário, de modo que ele “contribua com a comunidade LGBTQ+”.

Homem é condenado a escrever 25 páginas sobre boate gay após vandalizar mural LGBTQIA+
Foto: Greg Lovett

Na sentença, Pasch argumentou que Jerich “reconhece e lamenta a dor e a raiva sentidas pelos membros da comunidade LGBTQIA+”. No entanto, o presidente do Conselho de Direitos Humanos do Condado de Palm Beach, Rand Hoch, disse que o réu nunca se desculpou com sua organização ou com outros grupos LGBTQ+.

Vale dizer que recentemente vários parlamentares republicanos emitiram um projeto de lei conhecido como Don´t Say Gay (Não Diga Gay), que planeja proibir as escolas da Flórida de debaterem assuntos como orientação sexual e identidade de gênero. Caso a lei seja aprovada, os pais poderão processar a instituição de ensino e o professor que descumprir a lei.

Fonte: BuzzFeed News




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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"