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O jogador de futebol inglês Jamie Jardy, do Leicester City, pediu desculpas após a repercussão negativa dele ter destruído uma bandeira com as cores do arco-íris no campo do Rainbow Laces em uma partida contra Sheffield United no último dia 6 de dezembro. Na ocasião, ele marcou um gol que garantiu a vitória para seu time e durante a comemoração, ele foi até a bandeira e acabou destruindo-a.

Como forma de retratar o ocorrido, Vardy enviou a bandeira danificada para o Foxes Pride, que é um grupo de fãs LGBTs do Leicester City, escrevendo: “Orgulho das raposas, continuem com o bom trabalho”.

A bandeira foi colocada para promover a inclusão dos fãs LGBTQIA+ e também comemorar o Rainbow Laces Day. Já o ato de Vardy foi visto por uma parcela dos torcedores homofóbicos como uma forma de repúdio aos LGBTs, e sua atitude acabou gerando muita polêmica nas redes sociais.

Segundo o canal Sky Sports, houve um número bem significativo de comentários homofóbicos e que enalteceram a atitude do jogador. Em resposta, o Foxes Pride disse:

“Todos nós do Foxes Pride estamos tristes pelos comentários LGBTfóbicos nos últimos dias após Vardy ter destruído a bandeira durante uma comemoração” – disseram no Twitter – “Estamos orgulhos e muito gratos pelo suporte que Vardy e o Leicester City FC continua dando ao Rainbow Laces, fãs LGBTs e ao Foxes Pride” concluiu.

Jogador de futebol que destruiu bandeira do arco-íris pede desculpas
Reprodução

Já o presidente do grupo, Graeme Smith, diz que o gesto de Vardy é importante para a inclusão no esporte: “Este gesto de Vardy destaca a cultura inclusiva em nosso clube de futebol. Estamos orgulhosos de poder fazer parceria com eles, não apenas para a Rainbow Laces, mas durante todo o ano”. 

Na Inglaterra, o Rainbow Laces Day foi comemorado no último dia 9 de dezembro, com fãs da área esportiva divulgando nas redes sociais a frase “Faça do esporte um jogo para todos”. O dia existe justamente para conscientizar a população sobre a homotransfobia dentro do esporte e também tornar o ambiente mais inclusivo.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".