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De acordo com a coluna de Ancelmo Góis, de O GLOBO, a 11ª Vara de Órfãos e Sucessões do Rio de Janeiro autorizou a venda de um imóvel avaliado em R$ 300 mil deixado pela travesti Rogéria (1943-2017).

Sem herdeiros diretos, o valor será dividido entre os quatro irmãos: Marilene, Vera Lúcia Accacio, Flávio e Cyr Barrozo.

Justiça do RJ define com quem ficará a herança de Rogéria
Rogéria – Reprodução

Rogéria morreu, aos 74 anos, no dia 4 de setembro de 2017, após ser internada em um hospital na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, após um quadro de infecção urinária.

Na ocasião, a morte foi confirmada ao UOL pelo empresário dela, Alexandro Haddad, por telefone. Abalado, ele não quis dar mais informações e afirmou que está cuidando de detalhes burocráticos no hospital.

Rogéria já havia sido internada em julho, após sentir fortes dores nas costas. A atriz realizou uma bateria de exames, que apontaram para uma infecção urinária. Ela foi deslocada para a UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) e recebeu alta duas semanas depois.

“Estou muito surpreso, é só vitória. Agradeço aos fãs e à imprensa, porque a corrente de orações foi grande. Sabia que ela era respeitada e querida, mas não tinha noção de que o Brasil inteiro estava orando por ela”, comemorou o empresário dela, na ocasião, ao UOL.

Nascida no Rio de Janeiro, em 1943, Astolfo Barroso Pinto, mais conhecida como Rogéria, foi maquiadora na extinta TV Rio, participou também como jurada em vários programas de auditório nas últimas décadas, de Chacrinha a Gilberto Barros e também Luciano Huck. Na dramaturgia fez participações especiais  em “Tieta”, “Sai de Baixo”, “Desejo de Mulher”, “Duas Caras” e Babilônia”.

Autointitulada a “travesti da família brasileira”, ela era ovacionada pelo público e foi pioneira na televisão brasileira em “abrir as portas” para os homossexuais. Apesar de viver como Rogéria, ela dizia em entrevistas que optou por não realizar a cirurgia de redesignação sexual e também não alterou seu nome de batismo nos documentos.

Ela morava sozinha no Rio de Janeiro desde os anos de 1960, sendo vista pela mídia acompanhada por homens anônimos e famosos. Muito discreta, nunca assumiu publicamente nenhum relacionamento sério.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"