Kurt Cobain, o vocalista da banda Nirvana, era ávido militante contra a homofobia e era a favor dos direitos humanos. Cobain, certa vez, chegou a se declarar gay apenas para irritar os homofóbicos e a ala machista do rock and roll — e até mesmo sua mãe.

“Estou enojado com minha apatia e da minha geração, que deixa que continue e não enfrenta o racismo, o sexismo e a homofobia”, declarou.

Kurt Cobain
Foto: gettyimages

Já um artigo do Reverb aponta que Kurt Cobain também lutava contra o sexismo, racismo e o machismo. Na coletânea “Incesticide”, o Nirvana colocou no libreto do disco os seguintes dizeres:

“Se qualquer um de vocês em qualquer sentido odeia homossexuais, pessoas de outras cores ou mulheres, faça-nos um favor: nos deixe em paz! Não venha aos nossos shows e não compre nossos discos”. A contundente afirmação iluminava um sentido profundo por trás do Nirvana que por vezes acaba eclipsado justamente pelo imenso sucesso que a banda alcançou: há quase 30 anos, solitária em um cenário musical dominado por homens, pelo machismo, o sexismo e a corrida comercial, o Nirvana era não só uma banda que sublinhava a importância do feminismo, como denunciava a masculinidade tóxica, a desigualdade de gênero, a homofobia e a violência masculina – acima até mesmo de seu próprio sucesso”.

O último disco inédito da banda, “In Utero”, também havia no libreto dizeres bem radicais contra qualquer tipo de discriminação:

“Se você é sexista, racista, homofóbico ou basicamente um idiota, não compre esse CD. Eu não me importo se você gosta de mim, eu odeio você.”

Em várias entrevistas, Cobain se posicionava a favor dos direitos LGBTQ+ e era bastante firme e incisivo em seus posicionamentos. O mesmo valia para outros segmentos, como mulheres e negros.

Além disso, várias músicas da banda também tinham uma mensagem social. “Rape Me” é um manifesto anti-estupro; “Very Ape” e “Floyd The Barber” atacam o machismo, só para citar alguns exemplos.

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