Mattel, fabricante da Barbie, anuncia linha de bonecos sem gênero

O anúncio foi feito nessa última quarta-feira, dia 25 de setembro

A Mattel, uma das maiores fabricantes de brinquedos do mundo, anunciou uma linha de bonecos sem gênero, a “Creatable World” (‘mundo criativo’, em livre tradução). O anúncio foi feito nessa última quarta-feira, dia 25 de setembro.

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Foto: reprodução

“É uma gama pensada para evitar etiquetas e incluir todos” – diz a Mattel no Twitter – “No nosso mundo, bonecos devem ser tão ilimitados como as crianças que brincam com eles”.

Custando cerca de 30 dólares, serão seis tipos diferentes, variando o tom de pele, formato do cabelo, vestuário, acessórios etc. Ainda não há previsão de chegar ao Brasil.

“Fazendo pesquisas, percebemos que as crianças não querem que seus brinquedos sejam ditados por normas de gênero” – disse Kim Culmone, vice-presidente da Mattel – “Essa linha permite que as crianças se expressem livremente” – finaliza.

De acordo com uma extensiva matéria na revista Time, o presidente da empresa, Richard Dickinson, diz que o objetivo é promover a inclusão e dar estímulo a imaginação das crianças.

“Não estamos querendo entrar em questões políticas” – ele diz – “e respeitamos a decisão dos pais sobre como eles criam seus filhos. Nosso trabalho é estimular a imaginação. Nossos brinquedos são, em último nível,  uma conversa cultural, mas são seus diálogos; suas opiniões, não as nossas”.

Dickinson também comenta sobre os riscos quanto a esse movimento, mas diz que o consumidor deve perceber a inovação da empresa.

“Acho que sendo uma companhia hoje, temos que combinar justiça social com comércio, e esse balanço pode ser complicado. Nem todo mundo vai gostar o concordar com você” – diz.

TIPOS NÃO NORMATIVOS

Essa não é a primeira vez que a Mattel busca a inclusão em seus brinquedos. Em 2016, ela lançou diversas versões da Barbie visando atender a todos os tipos de público, tendo a Barbie mais baixa, mais alta, gorda, cadeirante, negra e outros tipos considerados não normativos. Em 2017 também criou uma linha em apoio ao casamento igualitário.