Com 126 mil seguidores no Instagram, Junior “Crocheteiro” Silva, jovem artesão de 15 anos que mora no interior de São Paulo, em Iaras, fez um vídeo mostrando alguns tipos de mensagens preconceituosas que recebe diariamente por fazer crochê. Muitas mensagens, inclusive, associam o artesanato à sexualidade.

Crochê
Foto: reprodução Instagram/ @juniorcrocheteiro

“Coisa de menina, você é gay”, “quem compraria isso de você” e “você não pode fazer crochê” são alguns dos ataques que o jovem influencer costuma receber nas caixas de comentários e exibiu no vídeo.

'Junior Crocheteiro' faz sucesso na web ao ensinar a fazer artesanato — Foto: Junior Silva/Arquivo Pessoal
‘Junior Crocheteiro — Foto: reprodução

Assista ao vídeo:

O comentário homofóbico em redes sociais pode ser enquadrado como crime, como esclarece a advogada Tiziane Machado, da plataforma Oi Advogado.

NASCE UMA ESTRLA

Junior Crocheteiro, em entrevista ao G1, lembra que aprendeu a fazer crochê aos 12 anos com a avó e ganhou fama na internet após postar seu primeiro trabalho manual, um tapete.

“Eu sempre achei muito interessante ver que com a agulha e o crochê coisas muito bonitas podiam surgir. No ano passado pedi para elas me ensinarem e aprendi rápido. Postei uma foto na internet e muitos começaram a me perguntar como tinha feito. Foi aí que surgiu a ideia de começar a gravar os vídeos para ensinar as pessoas”, lembra. “Para mim é uma diversão. Eu amo ensinar as pessoas e ter esse contato pela internet. Com o crochê você pode fazer várias coisas. E muita gente fala que é não é coisa de criança e de menino, mas eu acho que é sim. Eu amo fazer. Costurar é minha paixão”, contou.

Adolescente Junior Silva ensina crochê pela web — Foto: Arquivo Pessoal/Junior Silva
Adolescente Junior Silva ensina crochê pelas redes sociais — Foto: Arquivo Pessoal/Junior Silva
Menino de 12 anos afirma que costurar crochê é sua paixão — Foto: Arquivo Pessoal/Junior Silva
Aos 12 anos — Foto: Arquivo Pessoal/Junior Silva
Junior Silva conquistou quase 400 mil seguidores nas redes sociais ao ensinar a fazer crochê — Foto: Junior Silva/Arquivo Pessoal
Junior Silva – Foto: reprodução

“Eu estou no primeiro ano do ensino médio, então estudo durante a tarde, faço curso, mas sempre tenho que me organizar para gravar algum vídeo e postar no Facebook e Instagram. O canal do YouTube eu tenho movimentado menos porque dá mais trabalho, mas sempre que posso eu uso as redes sociais”, contou ao G1.

Comentário homofóbico em redes sociais passa a ser crime

Google Notícias