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A viúva de Marielle Franco, Mônica Benício (PSOL-RJ), registrou uma notícia-crime na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) após ser alvo de ataques lesbofóbicos no chat da TV Câmara que, de acordo com a denúncia, pode ter relação com Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ). As informações são do UOL e do G1.

Os ataques LGBTfóbicos ocorreram em meio às sessões do dia 30 de julho e 5 de agosto, de acordo com registro feito na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, na Cidade da Polícia. A denúncia aponta que o perfil responsável pelos ataques marcou Carlos em fotos nas redes sociais e também houve o inverso.

“Viemos protocolar uma notícia-crime após inúmeros ataques LGBTfóbicos que tenho sofrido no chat da TV Câmara. Nós não vamos tolerar nenhum tipo de ofensa que fale a respeito da minha orientação sexual ou de qualquer outro motivo. A gente veio aqui para dizer que vai ter vereadora sapatão ocupando a Câmara Municipal”, disse a vereadora em postagem registrada nas suas redes sociais.

Reprodução

Mônico apresentou às autoridades “prints” de mensagens feitas no chat assinados por Rosiane N.Sol. Em nota, a DRCI informou que vai instaurar um inquérito para apurar o caso e pedir a quebra de sigilo do perfil na internet.

“A gente espera que a Polícia Civil responda, justamente, quem é a pessoa responsável pelo perfil, para que ela seja responsabilizada. Estamos apresentando uma queixa-crime contra a LGBTfobia. As ofensas são a respeito da minha orientação sexual e isso eu não vou admitir, nem no espaço da câmara e nem em espaço algum”, disse a vereadora ao G1.
“Toda vez que eu faço algum tipo de manifestação no plenário esse perfil se manifesta, através do chat da TV Câmara, utilizando a palavra sapatão, ou me chamando de vereador, em um contexto pejorativo”, completou Mônica Benício. 
Benício acredita que o perfil responsável é um “robô” direcionado a realizar ofensas contra ela: “Não há nada mais antidemocrático do que isso. Na verdade, esses robôs são operados, geralmente, para fazer ataques e disseminação de política de ódio. É importante que a gente, como sociedade, discuta isso com mais seriedade, sem banalizar a operação de ações como essas feitas por robôs. Elas têm o intuito de difamar, causar calúnia e disseminar políticas de ódio. Isso é muito grave. É um ataque a democracia”.
Já o advogado de Carlos Bolsonaro, Antônio Carlos Fonseca, disse que o vereador não tem conhecimento das denúncias.
Mônica Benício vai à delegacia denunciar lesbofobia durante discursos na Câmara
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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"