Morreu o arquiteto e ativista LGBTQIA+ André Piva, aos 52 anos, vítima de leucemia linfocítica aguda. Ele ficou conhecido na comunidade por ser pioneiro na luta pelos direitos do reconhecimento das relações homoafetivas no Brasil, além de ter sido um conceituado arquiteto, sendo um dos trabalhos mais recentes a revitalização do Cinema Leblon.

Piva se casou legalmente com o estilista Carlos Tufvesson em 2013, com quem viveu uma relação desde 1995. Seu casamento veio no dia 22 de setembro do ano citado após o casal recorrer ao STF para conseguir legalizar a união – a Justiça do Rio havia negado este direito. Na época, Tufvesson comemorou nas redes sociais (via Veja Rio):

“Pois é… Casamos. Hoje, depois de 17 anos de luta, por não aceitar que minha relação de amor, reconhecida como tal por minha família e amigos fosse reconhecida como de fato é: um casamento. Foi finalmente reconhecida diante das leis do nosso país; Vou dormir emocionado de imaginar como o verde e amarelo de nossa bandeira tem as mesmas cores para nós”.

Seu corpo será cremado na próxima sexta-feira, dia 7 de agosto, e o velório será reservado à família para evitar aglomerações.

André Piva morre aos 52 anos
Reprodução

BIOGRAFIA

Irmão do ator Guilherme Piva, André nasceu em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, teve uma passagem por Brasília, porém se apaixonou pelo Rio de Janeiro, se autodenominando “Gaúcho de alma carioca”.

No Rio, formou-se em Arquitetura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, abrindo um escritório próprio em 1995 e, em seus primeiros cinco anos, ele se dedicou em projetos comerciais, como escritórios, lojas e restaurantes.

Em 2000, após construir sua própria casa, que mereceu destaque na imprensa brasileira e internacional, o arquiteto partiu para projetos residenciais, com mais liberdade para exercer seu estilo, considerado mais despojado. Por seu talento, ele acabou construindo também uma carreira internacional com projetos em Portugal, Israel, França, Inglaterra, Estados Unidos e Áustria.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".