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Uma das manifestantes golpistas presas após os atos terroristas do último dia 8 em Brasília (DF), já havia sido denunciada na Justiça por um ataque homofóbico. Luzilene Martins de Sá Pompeu atacou um casal gay numa clínica veterinária em Birigui, no interior de São Paulo, em 2020.

Ela está na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como “Colmeia“. O ministro STF, Alexandre de Moraes, decidiu converter a prisão em flagrante de 740 pessoas em prisão preventiva. Entre os nomes, está o de Luzilene.

Luziene foi presa no último dia 8 de janeiro após os ataques terroristas em Brasília (Foto: Reprodução)

Segundo o gabinete de Moraes, o ministro “considerou que as condutas foram ilícitas e gravíssimas, com intuito de, por meio de violência e grave ameaça, coagir e impedir o exercício dos poderes constitucionais constituídos”.

Em nota ao portal UOL, o advogado de defesa de Luzilene, Maycon Zuliani Mazziero, nega que ela tenha cometido algum ato ilícito em 8 de janeiro e classificou a prisão preventiva como “arbitrária”.

Ter opinião no Brasil não é crime e nossa constituição garante o direito à livre manifestação. Não necessariamente todos os indivíduos que estavam nos atos do dia 8 de janeiro defendiam pautas antidemocráticas ou cometeram ilícitos penais, que é o caso de Luzilene”, pontuou o advogado

Temos que distinguir aqueles que financiaram os atos em comento dos que depredaram patrimônio público, assim como daqueles que tão somente estavam no local para manifestar seu descontentamento no que concerne ao resultado das eleições“, acrescentou Mazziero.

Relembre o ataque ao casal gay

No dia 25 de setembro de 2020, Luzilene foi filmada praticando ataque homofóbico a um casal de jovens em uma clínica veterinária no bairro Vila Mendonça, localizado na cidade de Birigui (SP).

Os jovens Guilherme Simoso e Eric Cavaca estavam no local quando Luziene entrou, sem máscara de proteção contra a Covid-19, na época, ouvindo músicas religiosas e dizendo que não acreditava na pandemia.

Além disso, Luziene passou a fazer críticas à comunidade LGBTQIA+. Alertada por um dos jovens de que estava cometendo um crime, ela agrediu o casal verbalmente: “É homem com mulher. Não é homem com homem e nem mulher com mulher. Isso não é de Deus, não é de Deus. Eu não acho que isso é crime“.

Na ocasião, a Polícia Civil de Birigui investigou o caso e concluiu o inquérito entendendo que não deveria indiciar a mulher. O delegado responsável pelo caso, recomendou que ela fizesse um exame de insanidade mental. Em nota, o advogado Mazziero, disse que Luzilene tem esquizofrenia diagnosticada.




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