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A “masculinidade catastrófica” do Jair Bolsonaro (PL) será o tema do novo documentário do cineasta e roteirista Fernando Grostein. Com o nome de “Quebrando Mitos“, a estreia está marcada estreia para este mês, no dia 13 de setembro,

O trabalho explora a trajetória de Bolsonaro e como suas políticas supostamente tiveram uma influência negativa sobre a população brasileira. Grostein divide a direção do filme com Fernando Siqueira, já o roteiro é assinado pela jornalista Carol Pires.

Fernando Grostein (Foto: Iara Morselli/ Estadão)

De acordo com Grostein, a ideia do filme é mesclar a sua experiência pessoal em se revelar publicamente como homossexual em paralelo com  as políticas do atual governo. “O filme passou a ser sobre a minha história de vida, entrecortada pela trajetória de Bolsonaro, ou seja, misturando flores e amor com armas e balas”, disse ele à Revista Piauí.

Eram tantos descalabros, que a primeira edição do documentário causou forte repulsa em quem viu. […] O diretor Sérgio Machado aconselhou que tivesse mais flores e delicadeza, em oposição à masculinidade tóxica de Bolsonaro“, lembrou Grostein.

Comecei a decupar os componentes da masculinidade tóxica: homofobia, autoritarismo, covardia, violência, abuso, racismo, feminicídio, entre tantos outros, e percebi que isso estava se dando numa escala maior, então cunhamos um termo que somava tudo isso: masculinidade catastrófica, algo mais adequado para Bolsonaro, Trump e homens assim, que danificam a sociedade em escala continental“, acrescentou o cineasta.

Resposta a Eduardo Bolsonaro

Na última terça-feira (31/08), o cineasta respondeu uma publicação feita por Eduardo Bolsonaro. No Twitter, o filho de Jair fez um comentário sobre o filme: Irmão do Luciano Huck problematizou a masculinidade do presidente Jair Bolsonaro. Mais uma prova de que o PR é imbrochável e incomível, não adianta“.

Em seguida, Fernando Grostein respondeu Eduardo Bolsonaro na rede social. “O filho do presidente se incomodou com o nosso documentário, mais uma prova de que a masculinidade do mito é frágil”, escreveu o cineasta.

Grostein, que também é responsável pelos longas “Quebrando o Tabu“, “Abe” e “Coração Vagabundo”, aproveitou a publicação para convidar o público a assistir “Quebrando Mitos”,  a partir do próximo mês, no endereço www.quebrandomitos.com.br.




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Jornalista gaúcho formado na Universidade Franciscana (UFN) e Especialista em Estudos de Gênero pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)